Mostrar mensagens com a etiqueta Em Família. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Em Família. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Viajante (profissional).


Hoje perdi-me por aqui. E, confortavelmente sentada, viajei imaginariamente até 9 de junho de 2012. E (re-) conheci nove cidades europeias em 23 dias: Bucareste, Budapeste, Bratislava, Viena, Praga, Cracóvia, Varsóvia, Auschwitz e Berlim.

Depois fui mais longe: primeiro a Paris, depois a Lyon, a seguir a Sevilha e a Milão, depois a Palma de Maiorca e a S. Miguel. Voei até Londres, Matalascãnas, Madrid e Barcelona, parei em Andorra, voltei a Lyon. Uns minutos mais tarde regressei a Londres, agora melhor acompanhada, dei um salto a Greenwich e poucos segundos depois já estava de regresso a Milão. Depois fui até Rimini e atravessei a fronteira para San Marino. E voltei a subir Itália, desta vez até Turim. Parei em Bruxelas e planeei, novamente, Paris. Fiz as contas e somei metade das capitais europeias nas minhas mãos com unhas mal pintadas, nos meus sapatos confortáveis, na minha mochila já rota e sempre mal arrumada, nos meus olhos castanhos que sorriem semi-serrados, nas minhas constantes poucas horas de sono entre os check in e os check out, no meu cartão de memória gasto e, sobretudo, na minha bonita caixinha de recordações.

Facilmente me apercebi que podia tirar o profissionalismo do meu viajante, até porque eu faria isto, e muito mais, para o resto da minha vida, sem ter, necessariamente, que ter alguma desculpa em troca. E depois tive a certeza que o mundo também é a minha casa, desde que esteja com quem me quer bem. E que o saudosismo pode ser saudável, cúmplice e até agradável, desde que seja mútuo e compreendido.

Ainda confortavelmente sentada soube também que pequenas partes de mim ficam lá, longe, a quilómetros de distância da minha cidade, que nunca deixa de ser o meu refúgio. Ficam nas minhas fotografias imperfeitas, nas minhas escritas desalinhadas, no meu coração demasiado pequeno, nos meus sonhos longínquos e na minha felicidade fácil. E depois lembrei-me que daqui por uns dias faço novamente a mochila e fujo. E sorri.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

First,

Learn how to make yourself happy.






(with he, with she, with they, with the sun and with other little things. ) 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O meu afilhado-bebé...


...que, diz o médico, é simpático mas teimoso. 
Que faz adeus e me rouba bons sorrisos.

domingo, 6 de janeiro de 2013

2012 | 2013

Um ano não é assim tanto tempo. Mas pode ser cheio de concretizações. O meu 2012 revelou-se assim. Aprendi que não vou ter tempo para tudo, mas que nada pode ficar por fazer. Amei com mais força, soube o que era crescer a dois. Batalhei com mais intensidade, fiz o que sonhava fazer. Argumentei. Venci muitas vezes. Soube o que era enviar 20 CV's num só dia, e não obter nenhuma resposta. Odiei com cada vez mais força quem ignora simples pedidos de aspirantes a pseudo-jornalistas. Mas sorri muito quando concretizei o meu primeiro projecto jornalístico Só meu. E deixei cair lágrimas de felicidade enquanto tornava sonhos realidade. Fui uma super-mulher naquelas semanas de Junho. Fiz A viagem da minha vida, com O amor da minha vida. Dormi (muito) pouco. Cansei-me. Arrastei-me muitas vezes. Soube o que era adormecer num banco de jardim em Berlim, numa relva verdejante em Postdam, num memorial de judeus. Dormi duas noites inteiras num comboio. Escrevi, fotografei, re-escrevi, apontei, editei, legendei. Fiz tudo, à minha maneira, à minha responsabilidade. Agradeci aos que me ajudaram, aos que leram e divulgaram. Meses depois ainda descubro que tenho leitores assíduos que não conheço e que despertei vontades de viajar em muita gente (e não, não estou a exagerar). Paguei a minha primeira viagem por completo. Passei os meus primeiros recibos-verdes, passei a gerir o dinheiro que ganhava fruto do meu trabalho. Aprendi que sei fazer mais do que jornalismo e que trabalhar (no meu) callcenter pode não ser assim tão mau. Falei rouca ao telefone. Fiquei quatro dias em casa sem voz. Tomei mais vezes conta da minha garganta. Fui insultada, comparada com robots, desligaram-me mais de mil vezes o telefone na cara, soube dar a volta a muita gente. Recebi prémios nos meses em que me aplicava mais a sério, e em que tinha sorte. Descobri que o meu apelido é ainda mais vulgar do que eu achava. Criei algumas empatias com as pessoas com quem falava. Espicacei os mais mal-educados, chamei-lhes "burros" com muita força, enquanto metia o telefone virtual no "mute". Senti-me um bocadinho melhor com isso. Percebi que um primeiro trabalho nunca vai ser um trabalho de uma vida. Mas senti-me, muitas vezes, privilegiada por ter um emprego, principalmente tão cheio de facilidades. Fiz colegas de trabalho, e passei a gostar da maioria deles. E ajudei outros tantos a arranjar trabalho. Alguns dos meus amigos de faculdade passaram a ser meus colegas de trabalho, o que me faz atenuar as saudades, mas que me deixa demasiado assustada. Despedi-me de muita gente, vi muitos partirem. Comecei a ponderar se será aqui o meu lugar. Desejei muitas vezes que tudo fosse mais fácil. Chorei com intensidade. Quis voltar aos bancos do Xiri, às salas de aula da Lusófona, às quartas-feiras trajada. Re-li, muitas vezes, a fita de finalista que o meu pai me escreveu. Chorei de cada vez que o fiz. Continuei a emprestar apontamentos e a marcar jantares, saídas e cafés com todos. Não tantos quanto queria. O meu traje deixou de me servir. Soube o que era fazer um ano de namoro. Jantei ainda mais vezes fora. Acordei mais vezes acompanhada. Aprendi a gostar de conchinhas durante a noite e a partilhar camas pequeninas. Dei beijinhos de boa-noite e de bom-dia. Passeei muito, fotografei ainda mais. Usei mais vezes o meu tripé (e o dos outros). Ensinei a fotografar, ofereceram-me uma maquina analógica. Tive mais paciência, mas continuei a ser muito rabugenta. Fiz mais ronhas e fui mais vezes preguiçosa. Jantei menos vezes com a minha família mas aprendi a dar mais valor a esses momentos juntos. Discutimos mais, mas fiz-me perceber mais. Senti mais saudades. Soube que ia ser madrinha. Ajudei a ver uma casa, vi nascer o filho de um casal amigo. Faltei a um casamento. Acampei uma semana, onde servi como uma caminheira crescida. Senti muito orgulho disso. Passei o meu aniversário no acampamento nacional. Recriminei muita coisa que, para mim, estava mal. Sobrevivi a cinco almoços de sandes de panado. Mais de sandes do que de panado. Respondi a mensagens de aniversário uma semana depois. Voltei a perceber que há pessoas que são de sempre e para sempre, mas percebi que há muitas palavras que não passam disso. Conjuguei imensos horários, imensas vidas, imensos trabalhos. Bebi mais café. Passei a coleccionar pacotes de açúcar, de forma organizada. Não cheguei ao objectivo dos mil até ao final do ano. Passei no código e na condução. Recebi a minha guia no dia da criança e tive que a validar duas vezes. Conduzi carros que não são meus. Fiz as seis cadeiras obrigatórias para o primeiro ano de mestrado e entreguei o meu projecto de teses. Engoli muitos sapos, mas devo ter desiludido mais vezes. Disse sempre o que pensava, mesmo que não gostassem de ouvir a minha opinião. Bati demasiadas vezes o pé. Disse muita coisa de forma incorrecta, fui muitas vezes mal interpretada. Fui a melhor Baguera que sei ser. Meti em causa muitas coisas que dava como adquiridas para o resto da minha vida. Soube ser racional. Faltou-me muitas vezes a ponderação. Abracei mais vezes e pedi mais vezes para não me deixarem. Tive demasiadas vezes medo de perder, agarrei-me com mais força. E porque o ano novo ainda pode ser tudo o que quisermos que ele seja, que os meus 12 desejos em formas de gomas com ursinhos sejam repletos de tanta ou mais felicidade.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Parece que combinaram...

...e hoje chegaram as fitas dos Homens da minha vida! E de lágrimas nos olhos, deixo aqui um obrigada. ♥

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Home,sweet home!

The perfection of a good trip also lies in returning home. ♥

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Saudades + Poucas comunicações?

É o preço (um pouco chato) de quem passa muito tempo fora.

sábado, 9 de abril de 2011

Despedidas + Malas?

É só a pior parte!

terça-feira, 29 de março de 2011

"My dream is to fly"


[Sim pai, tu prometeste que eu era a próxima. E não, não me vou esquecer. ]

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quando for (bem) grande...



[Considerada a fotografia do ano por alguns media, foi publicada em diversas revistas e jornais mundiais. A família fotografada é americana e vive na cidade de Columbus, no estado de Ohio.]


...não me importava (de todo) de também ter uma família assim!
Especialmente se fossemos todos tão sorridentes.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Grandes Reportagens...

21:30h- Três parágrafos;
22:30h- Mais informações;
23:45h- Do quarto para a sala;
00:10h- “Mas queres trocar as tuas quatro folhas pelos meus três parágrafos?”;
00:15h- “Sara, a que horas começa o ‘5 para a meia-noite?’”;
01:22h- (re-) Inicio [or not!];
02:00h- “Já tenho seis páginas..daqui bocado já me apanhas”;
04:00h- Ainda mal cheguei às cinco e a minha sala faz barulhos estranhos;
04:07h- Nobody with me;
05:13h- Pai diz: “Ainda aqui a esta hora?”;
06:10h- Pai levanta-se;
06:21h- Eu termino;
06:30h- Bed, sweet bed.

[toda uma boa noite, sem dúvida.]

domingo, 19 de dezembro de 2010

É muita coisa.

E acho que nunca abracei tanto e com tanta força num tão pequenino espaço de tempo.
[e sim, todos os fins de semana deviam ser tão perfeitos quanto este! Obrigada.]

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

E ela diz...

"É para veres, há mães e MÃES." ♥
[Seems not, but I know it's true.]

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Não lhe fales, mas não lhe fales mesmo!

Um dia vais achar que és muito crescido para fazeres certas coisas, vais ligar mais vezes a televisão e sentar-te muitas vezes no sofá lá de casa. Nesse dia o mais provável é deixares de dizer "um dia" porque começas-te a levar a vida demasiado a sério.
Vais deixar de mimar tanto os amigos porque a família passará a ter mais importância. Vais deixar de dar beijinhos na testa e de abraçar quem merece. Vais deixar de esboçar sorrisos quando recebes mensagens no telemóvel e não vais certamente usar óculos escuros nos transportes públicos. Um dia vais achar que as MMS's são uma tecnologia muito avançada e vais deixar de gravar tudo e mais alguma coisa. Vais parar de te trancar com as tuas amigas na casa de banho, vais fazer rasgões de capa com tesouras porque "se é para rasgar, é para rasgar" e vais achar que essa coisa da vida académica é só para boémios. Vais achar que dizer "Oh meu amore" a chorar não tem assim tanta piada. Vais viver muito menos intensamente e sem contar minutos para o fim de nada.
Um dia vais ter uma rotina, vais-te esquecer mais facilmente das coisas e a agenda e os post-it vão ser os teus melhores amigos. Vais achar que não tens idade para sair à noite e que oito horas de sono é o mínimo que tens que dormir. Um dia não vais fazer directas a dançar nem vais compreender o verdadeiro significado de um "Shot". Vais deixar de ir a festas de bar aberto e não vais compreender o verdadeiro sentido de "ficar tontinha". Vais ser mais responsável e não conduzir bêbado, nem comer dentro do carro, nem tão pouco fazer voar asas de frango pela janela fora.
Um dia vais confiar e desabafar menos porque vais achar que ninguém te vai compreender. Vais deixar de dar a mão por baixo de capas traçadas. Vais achar que ter duas capas em casa não é, de todo, normal e que ver Quim Barreiros na primeira fila é um escândalo. Vais achar que ter vídeos no Youtube é uma invasão de privacidade e não vais aceitar que publiquem isso no teu Facebook. Um dia vais achar que "para sempre" é muito tempo, vais deixar de te vestir em casa dos outros e não vais querer que te façam festinhas quando mais precisas.
Um dia vais achar que ficar horas na faculdade só a conviver não faz sentido. Vais deixar de beijar em público. Vais achar que não podes, que não deves e que tens menos vergonha. Vais estar mais atento a boatos mas não vais querer falar sobre eles. Vais deixar de chorar pelas noites dentro e vais ter mais medo.
Um dia vais deixar de passar horas no quarto, na rua ou à porta de casa a conversar. Vais achar que ser feliz é mais do que caminhar de mãos dadas na rua. Vais achar que a cumplicidade não se vê só através de olhares e que o amor, afinal, "não é eterno". Um dia não vais ser parada na rua a perguntar se és gémea nem vais querer combinar cores para sair à noite. Vais perder a teimosia e vais conformar-te com o que os outros pensam mais depressa.
Um dia vais deixar de combinar cafézinhos, de pedir companhia e de saltar de agrupamento em agrupamento. Não vais ter sonhos escutistas nem acreditar que há uma certa perfeição na sede. Vais deixar de gostar de ver miúdos a correr pelos corredores e não vais compreender que "uma vez escuteiro, escuteiro para sempre". Vais achar que o sábado à tarde é para descansar, que acampar é desconfortável e não vais perceber o significado do verdadeiro sol da manhã e das estrelas brilhantes da noite. Vais achar que o teu irmão não é o Homem da tua vida e as birras com ele vão deixar de fazer todo o sentido.
Um dia vais vais achar que o mundo não vai nunca ficar melhor, vais tornar-te um Homem e ser menos feliz.


Já dizia o anuncio, e com razão. Quando esse dia chegar, não lhe fales. Mas não lhe fales mesmo!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Surpresaaa!

[Adoro isto.]

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sagres, tu sabes.

[que há sítios assim, de cortar a respiração! <3]

sábado, 14 de agosto de 2010

Quinta dos Loridos, Bombarral.

[Tantos "budas, os gordinhos".]