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quinta-feira, 8 de março de 2012

Reportagem: "(Re) Começo de uma vida"

Numa sala ampla, cheia de cor e de brinquedos, três crianças divertem-se sozinhas, sem precisarem, estranhamente, de ninguém que brinque com elas. Um rapaz, visivelmente mais velho, toca conhecidas melodias numa flauta, enquanto “toma conta” dos irmãos e primos, como habitualmente se tratam uns aos outros. Quando uma das voluntárias do Centro entrou na sala, depressa um sorriso sincero se esboçou em cada um daqueles rostos, como se aquela figura fosse uma das mais familiares que têm.






“André”, “Manuel” e “Paulo”, vamos chamar-lhes assim, são três das 33 crianças que o Centro de Emergência Social, situado em Alverca, acolhe, actualmente. Crescem na instituição desde que foram sinalizadas pela Comissão de Crianças e Jovens em Risco e esperam, agora, um futuro melhor, tal como todas as outras que, naquele dia e àquela hora, não estavam presentes por se encontrarem em actividades. Encontram ali um tecto, um colo, uma protecção e muito afecto, de toda a equipa técnica da instituição.

Em funcionamento desde 1995, o Centro de Emergência Social ou CES, como é vulgarmente denominado, faz parte da Fundação CEBI e destina-se a acolher, de forma temporária, crianças e jovens, até aos 12 anos, que se encontrem em situação de risco, face à qual é necessária uma intervenção.

Sinalizadas pelos Tribunais de Família e Menores, pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, pelo Instituto de Solidariedade e Segurança Social e até mesmo por Hospitais, as crianças chegam ao Centro de Acolhimento, sobretudo, por situações de negligência, de maus tratos físicos e psicológicos e, algumas delas, vítimas de abuso sexual. Na sequência do acolhimento é elaborado um plano de vida para cada criança, que defenda os seus interesses e que tenha uma actuação transversal, de forma a existir uma intervenção multidisciplinar de apoio e compreensão mas também, um processo de recuperação e reabilitação das crianças e das suas famílias. O objectivo principal deste acolhimento temporário é a reintegração das crianças nas suas famílias de origem, depois de resolvidos os problemas do domínio psicológico, social e educativo. Sempre que este reintegração não é viável, a criança é encaminhada para os projectos de adopção, mas esta opção só é tomada em casos extremos.

A Dra. Olga Fonseca, directora do CES, explica que as grandes dificuldades com que o Centro se tem debatido, especialmente no domínio financeiro não permitem ter uma “equipa de apoio maior e com mais tempo para as crianças”. Apesar disso, ao longo da existência da instituição, sempre foi assegurado que as crianças que estão em sua guarda tenham todos os cuidados que necessitam.

O projecto de voluntariado, ligado a qualquer tipo de instituições como esta, ganha grande relevância no Centro de Emergência Social pois, segundo a própria directora, “é muito bem vindo porque é uma mais valia muito grande para o funcionamento da casa e, consequentemente, para as próprias crianças”. Cada voluntário acaba por ser, para todas as crianças, um dos bens mais preciosos, que acompanha o seu desenvolvimento, sorrindo e chorando com eles e pelos mesmos motivos que eles. A ajuda prestada, de forma gratuita, o que ainda torna o seu trabalho mais estimável, muitas vezes, não passa de uma simples tarde de brincadeira estando, por isso, qualquer um, em posição para o fazer. É uma experiência recompensadora, todos garantem, pois, em poucas horas, dão àquelas crianças tudo o que estas antes não tiveram. Não há um regime de selecção rigoroso e, geralmente, os candidatos a voluntários inscrevem-se de forma a sentirem-se activos na sociedade, contribuindo, com simples gestos, para um mundo melhor.

Actualmente, esta realidade atravessa todas as sociedades, fruto da conjuntura económico-social que vivemos. É cada vez mais comum os maus tratos a crianças, sendo que, 60% dos casos de abuso prendem-se com situações de negligência e de abandono. Os principais factores que levam ao aumento do número de registos de crianças em risco prendem-se com a gravidez precoce, com os baixos rendimentos salariais e com o desemprego. Esta triste verdade atravessa, nos dias de hoje, todas as linhas de etnias e de classes, não deixando ninguém indiferente.

Ao invés de sobreviverem a uma infância sem carinho, “André”, “Manuel” e “Paulo”, e todas as outras crianças, encontraram, nesta instituição, uma janela diferente que lhes permitirá recomeçar a sua vida, com ajuda e o apoio de pessoas que se apaixonam por eles, com um simples primeiro olhar.


quinta-feira, 1 de março de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Quando vamos comer a nossa pizza? ♥




(Já era para ter colocado isto aqui. Contudo, achei mais importante deixá-lo aqui. Mas depois de o ver aqui, teve mesmo que ser. E, afinal, hoje até é o dia ideal para o fazer, porque também gosto muito quando "namoramos" as duas.)

Google Heart. ♥


"(...) É apenas o primeiro dos 79 anos que estão para vir."


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Stand'Art Wall


Quando abraço novos projectos. Quando espero que a persistência seja suficiente. Quando ajudo a informar num português mais correcto. Quando acho que, um dia, vai dar realmente resultado. 
Pode ser visto aqui e aqui.

("Toca a ver, a gostar, a divulgar e a passar pelo site!")

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vi, e voltei a ver, e revi, e vi só mais uma vez..


..E limitei-me a sorrir (e a deixar cair uma lágrima) porque é simplesmente delicioso!
[E quando for grande posso fazer uma entrevista assim, posso?!]

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quando for (bem) grande...



[Considerada a fotografia do ano por alguns media, foi publicada em diversas revistas e jornais mundiais. A família fotografada é americana e vive na cidade de Columbus, no estado de Ohio.]


...não me importava (de todo) de também ter uma família assim!
Especialmente se fossemos todos tão sorridentes.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um homem, um ramo. E não era dia de S. Valentim.

"Numa manhã cinzenta desta semana vi um velhote com um ramo de cinco túlipas vermelhas na mão.
Foi na Praça de Londres, em Lisboa. Ele ia com o ramo empinado e nem a sua posição nem o seu rosto denotavam qualquer informação, daquelas que a repórter adormecida que existe em mim queria saber.
Um dia, quando eu já estiver demasiado antiquada para o trabalho de dirigir revistas, como voltar a essa nobre e livre profissão de repórter. Se esta cena se passasse nessa altura eu teria parado o carro e saltado para a rua. Um velhinho com flores na mão era a história garantida - daquelas que deviam estar nos nossos jornais e revistas todos os dias e não estão, por falta de tempo, por inércia, porque deixámos de nos importar com as coisas pequenas da vida. Fossem as túlipas para uma amante tardia ou para uma mulher precocemente falecida, ali havia história.
E eu sabia que ali havia mais do que uma história - havia uma história à qual eu poderia acrescentar alguma moral, como são todas as boas reportagens, espécies de fábulas que nos ajudam a explicar o mundo real com base em moralidade e pressupostos que todos conhecemos. Bastava-me referir e frisar que esta cena se passou fora do dia que amanhã se comemora em todo o mundo, o dos Namorados.
Aquele homem ia levar flores a alguém sem que a isso tivesse sido obrigado pelo calendário. Antecipou-se, até. A sua agenda era diferente da da economia e do comércio nacional.
A sua idade, a sua experiência, o facto de ser do tempo em que não havia Dia de São Valentim a leste do mundo anglo-saxónico que os filmes nos impuseram como matriz cultural, tudo isso e muito mais poderia estar na origem da sua decisão de comprar flores num dia qualquer. E isso dava-me um tão bom final para a minha história como me dá um bom argumento para esta crónica em que tenho de falar do Dia dos Namorados.
O romantismo de que estamos todos tão necessitados não pode vir de dias como este, marcados no calendário, importados por comerciantes famintos, ansiosos por reverterem a depressão pós-natalícia nuns lucros feitos num dia que vem mesmo a calhar no calendário contabilístico das suas empresas. Nesta época triste em que já nem podemos rejubilar com uma revolução como a que acontece no Egipto sem pensarmos, com realismo, nas suas consequências, nesta época triste, dizia, precisamos mais de seguir exemplos como o de um homem velho que resolve comprar cinco túlipas vermelhas do que o de milhares de namorados que escolhem as mesmas prendas, os mesmos postais com frases passadas a papel químico. E esta expressão faz-me pensar se não estarei mais perto do que supunha de ficar antiquada de mais para dirigir uma revista... Mas alguém ainda se lembra do que é papel químico?"

[Encontrei a história ideal para caracterizar o dia de hoje.]

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"A todos um bom Natal".


[é genial, geniaaaal!]

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

♪ (...) Aquelas coisas que fazem chorar.


"Eu não sei...
 ...tanto sobre tanta coisa
que às vezes tenho medo"
[Aplicava-se a tanta coisa.]

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Pega no telefone e liga.

Ainda que não acreditem, há coisas que vão viver para sempre em mim, tal como, acredito, há coisas em mim que vão viver sempre em vocês. Ficam na memória das nossas células, num passado que pode ser o nosso escudo, num presente distante e limitado que pode mesmo não vir a ser o nosso futuro.
E é por isso que quando as coisas não estiverem "sem nada para dizer" devem sempre pegar no telefone e ligar. E depois, depois é só falar de coração aberto, dizer que o queres dizer, chorar e sorrir se for preciso. E encontrar, consequentemente, uma resposta para o nosso coração.

É que ontem, ontem tive a certeza de que viver "sem ressentimentos" não é continuar com as laranjas todas no ar, tal e qual um malabarista exausto, sem saber nem como nem quando elas vão cair. E portanto, pegar no telefone e ligar foi sempre a melhor solução. Ligar as vezes que forem precisas até encontrares a resposta, a paz de uma certeza, que tanto querias ouvir. E hoje ainda faz tudo mais sentido, como se fosse possível chegar à perfeição. É que hoje, hoje sinto que o teu alívio é meu também e que se não fosse assim, já "isto" não seria a mesma coisa.

[e para ser mais precisa, se é que é mesmo necessário, onde se lê "pega no telefone e liga" devia ler-se "marca um cafezinho e vai". ♥]

sábado, 2 de outubro de 2010

Crónica- "Prometo pela minha honra"

Promessas, promessas, promessas. Prometemos aqui, prometemos ali. Prometemos isto e aquilo. Prometemos por tudo e por nada. Prometemos para agora e prometemos para o futuro. Juramos. Juramos isto e juramos aquilo. Juramos que sim e juramos que não. Juramos ser para sempre e juramos para nunca mais. Prometem os novos e juram os velhos. É tão típico do quotidiano e tão banal em toda a sociedade.
Prometemos sem sabermos o que estamos a prometer. Juramos tendo consciência que não podemos cumprir. No fundo, deitamos cá para fora meia dúzia de palavras que tranquilizam os que nos estão perto e que nos comprometem com alguém ou com alguma coisa. Prometemos não voltar a fazer. Juramos não esquecer. Prometemos voltar. Juramos “amar e respeitar na saúde e na doença até que a morte nos separe”. Prometemos “pela nossa honra”. Juramos amizades eternas e amores para sempre. Prometemos tanto, em tão pouco tempo e de uma forma tão inconsciente.
E será isso correcto? Porque, afinal, quantas promessas cumprimos? Quantas deixamos para trás? Quantas nem tentamos realizar? E quantas tentamos e desistimos, acabando por não conseguir cumpri-la? Quantas não se desvanecem em segundos, logo após de serem ditas?
Prometemos quase como quem troca de camisa e, de certa forma, uma promessa é hoje em dia tão banal que já não tem o devido valor. Prometemos, sempre, por uma questão de segurança. Prometemos que não voltamos a fazer, procurando a confiança daquele que magoámos. Juramos não esquecer alguém, na esperança que esse alguém também não nos esqueça. Prometemos voltar, seguros que iremos regressar àquele lugar. Juramos “até que a morte nos separe” no cerimonial do casamento, como forma de encontrar segurança e estabilidade ao lado de alguém para o resto da vida. Prometemos pela nossa honra porque, seguramente, apenas a honra terá a força suficiente para nos empurrar para o caminho da promessa.
E não seria bom termos a certeza de que todas as promessas serão cumpridas? Ou melhor, não seria bom que todos os que prometem fizessem os possíveis e os impossíveis para cumprir essas promessas? Não seria bom que houvesse uma maior consciência sobre o que significa prometer algo ou alguma coisa ou prometer-se a alguém?
Certamente a confiança não se destruía tão facilmente, certamente a segurança permanecia durante mais tempo, certamente não havia necessidade de tantos juramentos infundidos e incontrolados e certamente que promessas não ficariam limitadas a simples promessas.
É tempo de (re-) pensar as promessas. E (re-) pensá-las implica conhece-las, imaginá-las, cumpri-las ou ter coragem para admitir que, afinal, a honra não foi suficiente. É também altura para nos consciencializarmos do que já prometemos, do que gostávamos de prometer, do que já cumprimos e do que ainda nos falta realizar. É tempo de percebermos o que significa verdadeiramente prometer. Porque prometer mundos e fundos é comprometer algo, é obrigar a qualquer coisa, é oferecer esperanças a alguém e é dar sinais de muita coisa futura. Porque afinal, promessas não são só promessas, não envolvem só um individuo e, por isso, não basta simplesmente só prometer, prometer, prometer.

[e é por me continuarem a fazer "apenas" promessas que hoje me lembrei disto (não pelas melhores razões, de facto!)]

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Someday...

.So, try to scream for me and I promise that we will be happy again.

[e, no fundo, não foi isso mesmo que aconteceu hoje?!]