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terça-feira, 15 de abril de 2014

domingo, 30 de março de 2014

Jornalista.



E agora que eu fiz uma grande entrevista à Naide Gomes,
posso tirar o (pseudo-) da minha jornalista?


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

It's friday...






...and it is a good day to receive great news. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

This is too much to not care...

...but one day, will be different.

domingo, 6 de janeiro de 2013

2012 | 2013

Um ano não é assim tanto tempo. Mas pode ser cheio de concretizações. O meu 2012 revelou-se assim. Aprendi que não vou ter tempo para tudo, mas que nada pode ficar por fazer. Amei com mais força, soube o que era crescer a dois. Batalhei com mais intensidade, fiz o que sonhava fazer. Argumentei. Venci muitas vezes. Soube o que era enviar 20 CV's num só dia, e não obter nenhuma resposta. Odiei com cada vez mais força quem ignora simples pedidos de aspirantes a pseudo-jornalistas. Mas sorri muito quando concretizei o meu primeiro projecto jornalístico Só meu. E deixei cair lágrimas de felicidade enquanto tornava sonhos realidade. Fui uma super-mulher naquelas semanas de Junho. Fiz A viagem da minha vida, com O amor da minha vida. Dormi (muito) pouco. Cansei-me. Arrastei-me muitas vezes. Soube o que era adormecer num banco de jardim em Berlim, numa relva verdejante em Postdam, num memorial de judeus. Dormi duas noites inteiras num comboio. Escrevi, fotografei, re-escrevi, apontei, editei, legendei. Fiz tudo, à minha maneira, à minha responsabilidade. Agradeci aos que me ajudaram, aos que leram e divulgaram. Meses depois ainda descubro que tenho leitores assíduos que não conheço e que despertei vontades de viajar em muita gente (e não, não estou a exagerar). Paguei a minha primeira viagem por completo. Passei os meus primeiros recibos-verdes, passei a gerir o dinheiro que ganhava fruto do meu trabalho. Aprendi que sei fazer mais do que jornalismo e que trabalhar (no meu) callcenter pode não ser assim tão mau. Falei rouca ao telefone. Fiquei quatro dias em casa sem voz. Tomei mais vezes conta da minha garganta. Fui insultada, comparada com robots, desligaram-me mais de mil vezes o telefone na cara, soube dar a volta a muita gente. Recebi prémios nos meses em que me aplicava mais a sério, e em que tinha sorte. Descobri que o meu apelido é ainda mais vulgar do que eu achava. Criei algumas empatias com as pessoas com quem falava. Espicacei os mais mal-educados, chamei-lhes "burros" com muita força, enquanto metia o telefone virtual no "mute". Senti-me um bocadinho melhor com isso. Percebi que um primeiro trabalho nunca vai ser um trabalho de uma vida. Mas senti-me, muitas vezes, privilegiada por ter um emprego, principalmente tão cheio de facilidades. Fiz colegas de trabalho, e passei a gostar da maioria deles. E ajudei outros tantos a arranjar trabalho. Alguns dos meus amigos de faculdade passaram a ser meus colegas de trabalho, o que me faz atenuar as saudades, mas que me deixa demasiado assustada. Despedi-me de muita gente, vi muitos partirem. Comecei a ponderar se será aqui o meu lugar. Desejei muitas vezes que tudo fosse mais fácil. Chorei com intensidade. Quis voltar aos bancos do Xiri, às salas de aula da Lusófona, às quartas-feiras trajada. Re-li, muitas vezes, a fita de finalista que o meu pai me escreveu. Chorei de cada vez que o fiz. Continuei a emprestar apontamentos e a marcar jantares, saídas e cafés com todos. Não tantos quanto queria. O meu traje deixou de me servir. Soube o que era fazer um ano de namoro. Jantei ainda mais vezes fora. Acordei mais vezes acompanhada. Aprendi a gostar de conchinhas durante a noite e a partilhar camas pequeninas. Dei beijinhos de boa-noite e de bom-dia. Passeei muito, fotografei ainda mais. Usei mais vezes o meu tripé (e o dos outros). Ensinei a fotografar, ofereceram-me uma maquina analógica. Tive mais paciência, mas continuei a ser muito rabugenta. Fiz mais ronhas e fui mais vezes preguiçosa. Jantei menos vezes com a minha família mas aprendi a dar mais valor a esses momentos juntos. Discutimos mais, mas fiz-me perceber mais. Senti mais saudades. Soube que ia ser madrinha. Ajudei a ver uma casa, vi nascer o filho de um casal amigo. Faltei a um casamento. Acampei uma semana, onde servi como uma caminheira crescida. Senti muito orgulho disso. Passei o meu aniversário no acampamento nacional. Recriminei muita coisa que, para mim, estava mal. Sobrevivi a cinco almoços de sandes de panado. Mais de sandes do que de panado. Respondi a mensagens de aniversário uma semana depois. Voltei a perceber que há pessoas que são de sempre e para sempre, mas percebi que há muitas palavras que não passam disso. Conjuguei imensos horários, imensas vidas, imensos trabalhos. Bebi mais café. Passei a coleccionar pacotes de açúcar, de forma organizada. Não cheguei ao objectivo dos mil até ao final do ano. Passei no código e na condução. Recebi a minha guia no dia da criança e tive que a validar duas vezes. Conduzi carros que não são meus. Fiz as seis cadeiras obrigatórias para o primeiro ano de mestrado e entreguei o meu projecto de teses. Engoli muitos sapos, mas devo ter desiludido mais vezes. Disse sempre o que pensava, mesmo que não gostassem de ouvir a minha opinião. Bati demasiadas vezes o pé. Disse muita coisa de forma incorrecta, fui muitas vezes mal interpretada. Fui a melhor Baguera que sei ser. Meti em causa muitas coisas que dava como adquiridas para o resto da minha vida. Soube ser racional. Faltou-me muitas vezes a ponderação. Abracei mais vezes e pedi mais vezes para não me deixarem. Tive demasiadas vezes medo de perder, agarrei-me com mais força. E porque o ano novo ainda pode ser tudo o que quisermos que ele seja, que os meus 12 desejos em formas de gomas com ursinhos sejam repletos de tanta ou mais felicidade.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Pikitim. ♥


Às vezes precisamos de inspirações. De boas inspirações. E de ver bons projectos, boas ideias, boas estórias. Muito boas estórias. Precisamos de ver criar, para também nós nos gerarmos. Precisamos de saber por onde lutar, por onde aproveitar, por onde pegar. E precisamos de exemplos, daqueles que resultam, que fascinam e que sonham.

É então que descobrimos que só precisamos de viver para produzir. Ou de viajar para poder cronicar. Aprendemos que estórias são também aquelas onde nós residimos, não apenas as que achamos, exploramos e divulgamos. E percebemos que são essas as realmente reais.

A Pikitim é uma criança de cinco anos, que juntamente os pais viaja, neste momento, numa verdadeira aventura – um percurso de 12 meses pelo mundo. Filipe, o pai, já viajava por paixão e profissão, é cronista e fotógrafo de viagens. A mãe, Luísa, é jornalista do Jornal Público.

Encontrei esta estória ainda ela não tinha, efectivamente, começado. Acompanhei com emoção os primeiros relatos de partida, depois de tantos meses de preparação. E vou, ainda hoje, sempre que posso, dando um saltinho pelo site, lendo parte das aventuras por eles retratadas.

Também por aqui me inspirei, e aliando sonhos, vontades e paixões, criei algo meu. Ainda que não tenha tido, certamente, as mesmas facilidades. Encontrei neste jornalismo aquilo que verdadeiramente me move, e soube como aliar o meu top 4 de escolhas que me realizam. E me fazem feliz.

Porque afinal, é das boas inspirações que as verdadeiras estórias são feitas. E ainda que o meu Projecto Interrail, que pode ser visto na Visão Online, pouco ou nada tenha a ver com este, uma coisa eles têm em comum: estão cheios de amor. 











quinta-feira, 31 de maio de 2012

É oficial:

..dia 9 de Junho deixo temporáriamente o Callcenter e, durante três semanas, vou ser uma (pseudo-) jornalista mais a sério, viajando pela Europa e escrevendo para aqui.

E assim, sim, vou juntar as quatro paixões de que, em Março, falava aqui.

domingo, 22 de abril de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

Escuteiros e acampamentos para o resto da vida.


"Creio que o dia mais importante da minha vida foi um sábado de Maio de 1977 em que entrei para os escuteiros. Eu tinha oito anos. Essa decisão iria espoletar a sede dos espaços abertos, que por sua vez iria provocar a curiosidade de ver o que estava do lado de lá desses espaços abertos - que é a razão de cada viagem. Mas não descobri logo nesse sábado que adorava viajar. Foi alguns fins-de-semana depois, quando se marcou um acampamento para a nossa faixa etária, os lobitos.
(...) Acampámos no adro de uma capela no tecido urbano. Nessa noite, cantámos e representámos histórias escutistas à volta da fogueira. Tínhamos todos entre oito e onze anos, excepto os dois chefes que nos acompanhavam e que deviam ter à volta de dezoito. Era a noite mais intensa da minha vida.
(...) Regressámos a casa dois dias depois. Não sabia como dizer aos meus pais, mas quando se toca o fim do mundo pela primeira vez nasce algo de novo em nós. Disse-lhes que tinha tomado uma decisão, que não queria mais estudar, só queria escuteiros e acampamentos para o resto da vida. Queria viajar. Nessa noite histórica fui mandado para a cama sem sobremesa (...). Trinta anos depois, quem diria, a minha actividade económica principal mantém-se coerente com a decisão tomada na noite em que regressei do fim do mundo (...)".

Gonçalo Cadilhe in Encontros Marcados.

sexta-feira, 16 de março de 2012

E se eu conseguisse...

...aliar quatro paixões nas três primeiras semanas de Junho?








(era a Super-Mulher...
...ou, pelo menos, iria sentir-me como tal.)

quarta-feira, 14 de março de 2012

SaraCabral | Clique

"Olho em redor, aprecio e facilmente clico. Uma, duas, três vezes. E repito de cada vez que quero eternizar aquele bocadinho para sempre. Revejo tudo no ecrã pequenino da máquina ou no computador. Uma, duas, três vezes. Demoro mais tempo nas que elejo automaticamente como preferidas e obrigo-me aos pormenores das que me parecem perfeitas. Edito, corto, recorto, utilizo filtros e mexo nas cores. Uma, duas, três vezes. Até me parecer que não caí em exageros. Guardo originais e cópias, editadas e cortadas. Encho CDS, pen’s e discos externos. Vejo-me obrigada a imprimir as melhores. E quero ingenuamente mostrá-las ao mundo."

[..actualizei o meu CV e vim ter aqui.]

quinta-feira, 8 de março de 2012

Reportagem: "(Re) Começo de uma vida"

Numa sala ampla, cheia de cor e de brinquedos, três crianças divertem-se sozinhas, sem precisarem, estranhamente, de ninguém que brinque com elas. Um rapaz, visivelmente mais velho, toca conhecidas melodias numa flauta, enquanto “toma conta” dos irmãos e primos, como habitualmente se tratam uns aos outros. Quando uma das voluntárias do Centro entrou na sala, depressa um sorriso sincero se esboçou em cada um daqueles rostos, como se aquela figura fosse uma das mais familiares que têm.






“André”, “Manuel” e “Paulo”, vamos chamar-lhes assim, são três das 33 crianças que o Centro de Emergência Social, situado em Alverca, acolhe, actualmente. Crescem na instituição desde que foram sinalizadas pela Comissão de Crianças e Jovens em Risco e esperam, agora, um futuro melhor, tal como todas as outras que, naquele dia e àquela hora, não estavam presentes por se encontrarem em actividades. Encontram ali um tecto, um colo, uma protecção e muito afecto, de toda a equipa técnica da instituição.

Em funcionamento desde 1995, o Centro de Emergência Social ou CES, como é vulgarmente denominado, faz parte da Fundação CEBI e destina-se a acolher, de forma temporária, crianças e jovens, até aos 12 anos, que se encontrem em situação de risco, face à qual é necessária uma intervenção.

Sinalizadas pelos Tribunais de Família e Menores, pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, pelo Instituto de Solidariedade e Segurança Social e até mesmo por Hospitais, as crianças chegam ao Centro de Acolhimento, sobretudo, por situações de negligência, de maus tratos físicos e psicológicos e, algumas delas, vítimas de abuso sexual. Na sequência do acolhimento é elaborado um plano de vida para cada criança, que defenda os seus interesses e que tenha uma actuação transversal, de forma a existir uma intervenção multidisciplinar de apoio e compreensão mas também, um processo de recuperação e reabilitação das crianças e das suas famílias. O objectivo principal deste acolhimento temporário é a reintegração das crianças nas suas famílias de origem, depois de resolvidos os problemas do domínio psicológico, social e educativo. Sempre que este reintegração não é viável, a criança é encaminhada para os projectos de adopção, mas esta opção só é tomada em casos extremos.

A Dra. Olga Fonseca, directora do CES, explica que as grandes dificuldades com que o Centro se tem debatido, especialmente no domínio financeiro não permitem ter uma “equipa de apoio maior e com mais tempo para as crianças”. Apesar disso, ao longo da existência da instituição, sempre foi assegurado que as crianças que estão em sua guarda tenham todos os cuidados que necessitam.

O projecto de voluntariado, ligado a qualquer tipo de instituições como esta, ganha grande relevância no Centro de Emergência Social pois, segundo a própria directora, “é muito bem vindo porque é uma mais valia muito grande para o funcionamento da casa e, consequentemente, para as próprias crianças”. Cada voluntário acaba por ser, para todas as crianças, um dos bens mais preciosos, que acompanha o seu desenvolvimento, sorrindo e chorando com eles e pelos mesmos motivos que eles. A ajuda prestada, de forma gratuita, o que ainda torna o seu trabalho mais estimável, muitas vezes, não passa de uma simples tarde de brincadeira estando, por isso, qualquer um, em posição para o fazer. É uma experiência recompensadora, todos garantem, pois, em poucas horas, dão àquelas crianças tudo o que estas antes não tiveram. Não há um regime de selecção rigoroso e, geralmente, os candidatos a voluntários inscrevem-se de forma a sentirem-se activos na sociedade, contribuindo, com simples gestos, para um mundo melhor.

Actualmente, esta realidade atravessa todas as sociedades, fruto da conjuntura económico-social que vivemos. É cada vez mais comum os maus tratos a crianças, sendo que, 60% dos casos de abuso prendem-se com situações de negligência e de abandono. Os principais factores que levam ao aumento do número de registos de crianças em risco prendem-se com a gravidez precoce, com os baixos rendimentos salariais e com o desemprego. Esta triste verdade atravessa, nos dias de hoje, todas as linhas de etnias e de classes, não deixando ninguém indiferente.

Ao invés de sobreviverem a uma infância sem carinho, “André”, “Manuel” e “Paulo”, e todas as outras crianças, encontraram, nesta instituição, uma janela diferente que lhes permitirá recomeçar a sua vida, com ajuda e o apoio de pessoas que se apaixonam por eles, com um simples primeiro olhar.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Avô (e o texto para a Medalha Cruz de São de Prata).

[O nosso escuteiro de cabelos brancos.]


Já perdeu a conta a quantos anos tem de escutismo, mas diz, seguramente, que “são mais do que 60”. O Chefe Vitor Pedroso, ou o avô como carinhosamente é tratado no Agrupamento 317, tinha apenas 12 anos quando começou: “fui para os exploradores, ainda nem havia lobitos”, contou.

Quando questionado sobre o porquê de se inscrever no movimento, o Chefe Pedroso confessa que o bichinho começou dentro da Mocidade Portuguesa, organização que frequentava na altura. “Eu era um chavalito pequeno, meti na cabeça que queria entrar” e, um dia, “fui até ao Grupo 28, na Rua das Pretas, em Lisboa, e inscrevi-me…os meus pais nem sabiam!”, confessou.

Cerca de cinco agrupamentos marcaram a sua formação escutista. “Os tempos eram outros, havia muitos agrupamentos que não tinham todas as secções”, dai ter que saltar de agrupamento em agrupamento para conseguir progredir no movimento. Depois de ter passado pelo Grupo de Moscavide e pelo Grupo da Encarnação, foi promovido a Chefe, no Seminário dos Olivais. “Tinha apenas 18 anos e uma fardinha nova. Nesse dia, mandaram-me ao ar e enfiaram-me dentro de água”, recordou emocionado.

Com mais ou menos 30 anos mudou-se para o Agrupamento de Alverca, e não só por ali ficou, como para ali puxou a sua filha e os seus netos. “A Anabela [a filha] foi a primeira lobita do Agrupamento”, relembrou.

Não faz só parte da história do 317, como é muito da história do Agrupamento. Passou pelas várias sedes, “muitas sem grandes condições”, passou pela fase em que os escuteiros começaram a receber raparigas e orgulha-se de ter alterado muitos dos “maus” hábitos do Agrupamento – “sempre nos assumimos como escuteiros Católicos, mas nunca íamos à missa”, explicou o Chefe Pedroso, acrescentando que foi uma das rotinas que ajudou a implementar no Agrupamento.

“O Agrupamento deu-me muito”, afirmou o Chefe Pedroso. Ainda assim, o Chefe confessou que também teve algumas chatices – “nunca deixei completamente o movimento mas houve uma altura que não vinha às reuniões porque tive alguns avessos com chefes do Agrupamento”.

Problemas de parte, e depois de ter dado muito às secções do Agrupamento, em 1977 foi investido como secretário do 317, função que ainda hoje exerce. Apesar de garantir que ainda tem muitos anos para dar ao movimento, confessa que o escutismo “já não tem o sabor que tinha”. Ainda assim, o Chefe Pedroso diz que gosta “de aqui estar” e que continua a sacrificar a o tempo em casa para poder continuar a viver o movimento – “A minha mulher diz que só falta trazer a cama para a sede”, diz em tom de brincadeira.

Recordando os tempos em que vivia activamente o movimento, afirma que a actividade que mais o marcou foi um acampamento em Monção – “Foi a que me deu mais gozo porque tivemos imenso trabalho para lá chegar, havia imensa chuva e tivemos diversas dificuldades na montagem do campo, mas mesmo assim, não desistimos e fomos extraordinários”, afirmou.

Quase a terminar uma agradável conversa, o Chefe Pedroso ainda teve tempo para deixar claro que “enquanto conseguir mexer as mãos e conseguir ajudar em alguma coisa” vai certamente continuar a ter os sábados à tarde reservados para o Agrupamento. “O movimento é uma escola de vida, aprendi muito por aqui”, confessou, relembrando que “uma vez escuteiro, escuteiro para sempre”.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Primeira "prenda de Natal": CHECK!

"A Sara Pina Cabral é uma excepção no universo de dezenas de jornalistas estagiários, que tenho conhecido ao longo dos anos.
A Sara é interessada, activa, quer aprender, quer fazer, faz perguntas e acima de tudo tem ideias.
A Sara Pina Cabral tem ainda o seu caminho a percorrer, tem de perder alguma timidez, mas não tenho dúvidas de que será, num futuro próximo, um nome grande do jornalismo português.
A Sara Pina Cabral revela uma especial sensibilidade para a Reportagem e para tratar a fundo os mais variados temas sempre com um enfoque próprio.
A Sara Pina Cabral é uma mais-valia em qualquer redacção. Infelizmente, os tempos de contenção económica obrigam jovens cheios de talento a saltar de estágio em estágio, sem que lhe seja oferecido um futuro mais estável.
Deixar “escapar” a Sara Pina Cabral é e será um erro.





Ricardo Conceição
Carteira Profissional: 4640"

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Stand'Art Wall


Quando abraço novos projectos. Quando espero que a persistência seja suficiente. Quando ajudo a informar num português mais correcto. Quando acho que, um dia, vai dar realmente resultado. 
Pode ser visto aqui e aqui.

("Toca a ver, a gostar, a divulgar e a passar pelo site!")

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Grande Reportagem: "Companheiros da Noite: para quem um 'simples obrigada...vale ouro'"


Aquecem a noite dos mais necessitados, ajudam-nos, levam-lhes sorrisos e partilham com eles os bons e os maus momentos. São indivíduos comuns, pessoas ditas normais, apenas com uma particularidade: são voluntários e apoiam os sem-abrigo. Numa altura em que cresce o número dos denominados “novos pobres”, a missão destes Companheiros da Noite torna-se mais importante e cada vez mais ambiciosa.


“Lidar com o ‘Sr. António’ [nome fictício] é muito complicado, mas muito gratificante também. Ele é uma pessoa fantástica e gosta muito de nós, mas o seu mau feitio por vezes também vem ao de cima”.

O ‘Sr. António’, decidimos chamar-lhe assim, é um dos sem-abrigo com os quais Sandra Carvalhinho, voluntária da instituição Companheiros da Noite, viveu uma das histórias mais complicadas desde que se tornou voluntária. A descrição que faz do sem-abrigo denota não só a típica compaixão, como também uma certa ternura pelo homem que conhece há cerca de dois anos e meio, altura em que entrou para a instituição. O sem-abrigo, “já com uma certa idade”, esclareceu a voluntária, vive numa barraca por ele construída, em plena Lezíria do Tejo, perto Vila Franca de Xira. “O ‘Sr. António’ não gosta de dar trabalho e faz sempre questão de nos convidar para entrar em sua ‘casa’. É o único sem-abrigo que cumprimentamos com um beijo… ele fica feliz”, revelou Sandra Carvalhinho.

No Verão de 2009, contou a voluntária, o ‘Sr. António’ viu a barraca onde vivia ser devorada por uma forte trovoada. “Ficou com tudo molhado e, consequentemente, estragado… Ele sofreu imenso porque as poucas coisas que tinha ficaram inutilizadas”, disse Sandra Carvalhinho, acrescentando que aquela “foi uma noite muito complicada para todos, principalmente porque o ‘Sr. António’ não aceitou sair da sua casa”.


Não são poucos os casos como o do ‘Sr. António’. “Por vezes, sentimos uma revolta muito grande porque eles nem sequer querem ser ajudados”, confessou a voluntária, revelando que lidar com pessoas como os sem-abrigo é “bastante complicado”. Ainda assim, a força de querer ajudar e o facto de sempre lhe ter feito “muita confusão a quantidade de pessoas que vivem nas ruas” são motivos mais do que suficientes para continuar o seu trabalho. “Desde sempre que tenho vontade de apoiar uma instituição, mas como o dinheiro não abunda para grandes contribuições decidi que tinha que ser mesmo com o meu trabalho”, afirmou.

A escolha da instituição revelou-se bastante fácil. “Sempre quis fazer voluntariado na minha zona, pelo que, procurei por aqui uma instituição que desse apoio aos sem-abrigo”, disse Sandra Carvalhinho. “Acho que faz mais sentido ajudar as ‘nossas gentes’”, acrescentou.

A instituição, que surgiu em Dezembro de 2002 por iniciativa particular de um pequeno grupo de amigos, já conta com cerca de 30 voluntários que ajudam a manter o projecto de pé e garantem a sobrevivência de muitos dos sem-abrigo e dos carenciados entre a Póvoa de Santa Iria e Vila Franca de Xira.

Rita Mendonça, presidente e uma das fundadoras da associação, esclareceu que apesar da prioridade da instituição serem os sem-abrigo e as pessoas que vivem em barracas sem água e sem luz, actualmente, “quando as assistentes sociais nos pedem” os voluntários dos Companheiros da Noite acabam por dar apoio a pessoas carenciadas que têm casa, mas que “por diversos motivos” vivem em condições mínimas de sobrevivência. “São pessoas que têm as mesmas roupas e os mesmos carros, mas não têm comida”, esclareceu a presidente. Contudo, estes “novos pobres, como lhes chamam as assistentes sociais” não são, de todo, a prioridade da associação.

Com uma pequena sede situada no Quartel dos Bombeiros da Póvoa de Santa Iria, os Companheiros da Noite reúnem-se todas as quartas-feiras e todos os sábados para a preparação das rondas nocturnas, onde vão ao encontro dos sem-abrigo e das famílias carenciadas do concelho. O percurso é sempre o mesmo e os pontos de paragem já são conhecidos pelos mais necessitados. “Temos sítios estipulados e aparecemos lá às horas combinadas”, esclareceu Rita Mendonça, presidente da associação que, sempre que pode, se disponibiliza para participar nas rondas. “Eles próprios passam a palavra uns aos outros”, acrescentou. No entanto, segundo Rita Mendonça, “há alturas em que damos mais uma voltinha” para procurar novos casos e também “há locais de difícil acesso onde temos que ir directamente, principalmente porque as pessoas têm alguma falta de mobilidade”.

As ajudas que chegam à associação são poucas, no entanto, para Rita Mendonça, o facto da associação já ser conhecida no concelho acaba por facilitar a chegada de ajudas. “Preocupamo-nos em pedir mais alimentos e roupas do que dinheiro”, declarou, acrescentando que, muitas vezes, algumas associações desenvolvem actividades cujos lucros revertem “a nosso favor”. “Ainda há pouco tempo, num encontro de escuteiros, foram recolhidos alimentos e cobertores que nos foram doados”, exemplificou Rita Mendonça.

Às pessoas da rua chega, assim, duas vezes por semana, um saco com alimentos de primeira necessidade e alguma roupa. No entanto, não são apenas os bens materiais que os levam até às carrinhas da associação. Para muitas destas pessoas, a palavra e o ouvido amigo ou o simples hábito de ir ter com aqueles voluntários acaba por ser a razão mais forte que os conduz até ao ponto de encontro frequente. “Há um pouco de tudo e nós temos que respeitar”, revelou Rita Mendonça, acrescentando que “muitos têm o hábito de ir ter connosco mais para falar e para exprimir as suas revoltas”.

Os Companheiros da Noite são voluntários com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos, maioritariamente mulheres, que, para além das rondas de quarta e de sábado, acabam por participar numa série de actividades de divulgação da associação e de angariação de fundos, bem como, assistir a diversas formações. Sandra Carvalhinho, a voluntária de 36 anos, explica que os voluntários fazem de tudo. “Entre descascar batatas, cebolas, cenouras, arranjar couve, fazer mais de 100 sandes por dia, lavar a loiça…”, há sempre muito por onde ajudar. “Os voluntários com mais disponibilidade” acabam por trabalhar mais do que a quarta-feira e o sábado, acrescentou. “Todas as questões mais burocráticas, como tentar arranjar quartos e casas junto da Câmara ou levar os sem-abrigo ao médico ou ao centro de emprego, também são feitas por nós”, explicou.

O que move estas pessoas é não só “melhorar um bocadinho as condições de vida” das pessoas da rua, como também “fazer o seu reencaminhamento para instituições ou para locais mais apropriados”, explicou a presidente da instituição. “Não chega dar-lhes comer, é preciso ir mais além” e, por este motivo, um dos projectos que têm em mente é a criação de uma equipa multidisciplinar, que inclua um enfermeiro, um psicólogo, um assistente social e um médico, de forma a fazer frente aos longos processos de criação e desenvolvimento de novos rumos para estas pessoas. “A ideia é que os profissionais cheguem aos sem-abrigo, uma vez que, muitas vezes, para nós é muito complicado tirá-los da rua”, acrescentou a mentora do projecto.

Ainda assim, Rita Mendonça mostra-se satisfeita com alguns resultados já obtidos pois, segundo a mesma, “já temos conseguido alguns reencaminhamentos, nomeadamente para desintoxicações”. Por outro lado, os voluntários também se têm preocupado em regular algumas situações de sem-abrigo que são ilegais ou que não têm rendimentos porque “não trataram dos papéis”.

Depois de serem tirados da rua, os ex-sem-abrigo continuam a ter algum apoio da associação. “Nos primeiros meses torna-se fundamental acompanhá-los até ter a certeza de que a situação está encaminhada”, disse Rita Mendonça, focando-se na história de uma série de famílias que, há uns tempos, dormiam em palheiros e que foram realojadas - “Um mês ou dois depois do realojamento, continuamos a ter contacto com essas famílias de forma a entregarmos roupa de cama, talheres, pratos e fogões”.

A voluntária Sandra Carvalhinho recorda uma história com as mesmas características que a presidente mencionou. Há uns tempos “arranjamos um quarto a um sem-abrigo” com o qual se sentiram obrigados a continuar “a ajudar durante uns tempos”. “Um dia fomos lá para lhe levar a sopa e o saco com comida, tocámos à campainha e ele veio à janela dizer para nós subirmos porque ele não podia descer. Claro que tive de lhe responder que eu não era da Telepizza e que tinha que ser ele a vir ter connosco”, recordou a voluntária, mostrando que o trabalho, apesar de recompensador, “nem sempre é fácil”.

“Alguns não lhes podemos dar muita conversa senão eles esticam-se. Outros começam a fazer exigências”, referiu a voluntária. “Dizem que já estão enjoados da sopa, que as sandes são sempre do mesmo, que devíamos dar-lhes dinheiro ou levarmos tabaco”, acrescentou Sandra Carvalhinho, referindo que é importante que os sem-abrigo percebam que a instituição faz o melhor que pode e que a ajuda prestada “é do fundo do coração”.

Para Sandra Carvalhinho, são situações como esta que a fazem questionar “o que é que ando aqui a fazer?”, contudo, é a vontade de querer “ajudar alguém que prevalece e que nos leva a não desistir”. “Um sorriso, apenas, compensa tudo… e dá-nos a força suficiente para, na semana seguinte, estarmos lá novamente, com frio, com chuva, com calor, o que seja… mas sempre de coração aberto”, adiantou a voluntária.

Situações recompensadoras são, para Sandra Carvalhinho, mais do que muitas, no entanto, a voluntária admite que aquelas em que “facilmente” se envolve são as que a marcam mais. Visivelmente emocionada contou que, num sábado, quando chegou aos Bombeiros de Vila Franca de Xira, um dos locais onde distribuem refeições, “estava lá um sem-abrigo com o filho”. “O miúdo tinha cerca de 10 anos, pouco mais novo do que o meu filho e vivia, habitualmente, com a mãe. Era uma criança muito dócil, com quem estive a falar algum tempo”, explicou Sandra Carvalhinho. A criança acabou por lhe confessar que apesar do pai não ter uma casa, nunca quis deixar de manter contacto com ele, por isso, “nos fins-de-semana que pertenciam ao pai, vinha passa-los com ele e ficava a pernoitar na rua”. “Pediu-me uma mochila para levar os livros para a escola porque a dele estava estragada”, contou a voluntária, confessando que ficou “transtornada com a situação” e que rapidamente foi a casa buscar uma mochila do seu filho para lhe entregar.

A voluntária, que actualmente se encontra relativamente afastada da instituição por dificuldade em conciliar a vida pessoal com os trabalhos dos Companheiros da Noite, acredita que, como em tudo na vida, “há sem-abrigos melhores e outros piores”, sendo que, para os voluntários, um sorriso ou um agradecimento já é mais do que suficiente para que o seu trabalho valha a pena. Apreensiva quanto ao facto de estar distanciada da associação, Sandra Carvalhinho deixou a promessa de voltar “em força, muito em breve”.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Cartas" a um grande Jornalista.

"As perspectivas que tenho não são, de todo, animadoras. Muito pelo contrário. Ainda não tinha terminado as entregas finais e as frequências e já estava a começar um estágio na Rádio Renascença. Consegui-lo foi fácil...quando aqui cheguei percebi logo porquê! Na mesma altura que eu entraram mais três estagiárias, pelo que, percebi automáticamente que nesta redacção "vive-se disto". Sei que vou chegar ao final dos três meses de estágio curricular e vou para casa mas, ainda assim, não vou deixar de dar o meu melhor.

O estágio é, dentro dos possíveis, minimamente acompanhado por diversos jornalistas, pelo que, neste primeiro mês, faço um balanço positivo. Comparando com o estágio anterior que fiz, neste, tenho mais gente à minha volta, a corrigir-me notícias e a dar-me trabalho para fazer. E sim, estou a aprender imenso...mas também, se assim não fosse, "isto" não iria servir para nada!

Ainda assim, o dia 20 de Setembro (dia em que termino) está a aproximar-se a passos largos. A meu ver, largos demais. O futuro revela-se incerto e com as incertezas vêm os receios. Quando esse dia chegar, serei mais um projecto de jornalista em casa, sem trabalho e sem perspectivas. Certamente procurarei mais um estágio e certamente, dentro de mais três meses, vou acabar na mesma situação...mas, para já, não vejo novas opções senão aumentar o meu curriculo."


Obrigada Pedro Coelho, é bom ter alguém que perceba as nossas frustações.
Foi um prazer ter colaborado na elaboração da sua tese.




domingo, 17 de julho de 2011

Estabilidade?

Não é o que todos procuramos?
Então, o que é que eu vou fazer a partir de Setembro?!