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sábado, 26 de julho de 2014

(Voltar a) BRINDAR!


"Vamos voltar a coleccionar amigos. NÓS! 
Parem os atarefados com o menos importante, os que precisam de megafone para serem ouvidos, e os que no relógio têm tudo menos tempo.

Vamos servir saudades-à-portuguesa e celebrar a vontade de rir sem motivo, os abraços-de-ferro, o barulho e o silêncio convivido. VAMOS BRINDAR aos amigos de sempre mas também aos que fazemos pelo mundo, e que os melhores amigos sejam de uma vida ou de um mágico segundo".




[Mais uma mesa-meio-recheada, mais umas boas gargalhadas, mais um remendo no meio-tempo, no meio-silêncio, nas meias-ausências.

Mais uma meia-certeza, uma meia-promessa. Mais um texto que esperou pelo momento certo, pelo jantar certo, pelas pessoas certas.]



quinta-feira, 17 de abril de 2014

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quando deixa de fazer tanto sentido!..


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
Que já têm a forma do nosso corpo, 
E esquecer os nossos caminhos, 
que nos levam sempre aos mesmos lugares. 

É o tempo da travessia, 
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado, para sempre, 
À margem de nós mesmos". 


Fernando Pessoa

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

This is too much to not care...

...but one day, will be different.

Velho.

No dia em que este velho já não for o mesmo, tem paciência e compreende.
Quando deixar cair comida sobre a minha camisa e me esquecer de como atar os meus sapatos, tem paciência comigo e lembra-te das horas que passei a ensinar-te a fazer as mesmas coisas.
Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas histórias, que sabes de cor como terminam, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive que te contar milhares de vezes a mesma história até que fechasses os olhinhos.
Quando estivermos reunidos e sem querer fizer minhas necessidades, não fiques com vergonha. Compreende que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes, pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpinho e cheiroso.
Não me reproves se eu não quiser tomar banho, sê paciente comigo. Lembra-te dos momentos que te persegui e os mil pretextos que inventava pra te convencer a tomar banho.
Quando me vires inútil e ignorante perante novas tecnologias que já não poderei entender, suplico-te que me dês todo o tempo que seja necessário, e que não me magoes com um sorriso sarcástico.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas: comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é resultado do meu esforço da minha perseverança.
Se em algum momento, quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência e ajuda-me a lembrar. Talvez a única coisa importante pra mim naquele momento seja o facto de te ver perto de mim a dar-me atenção, e não o que falávamos.
Se alguma vez eu não quiser comer, que saibas insistir com carinho, assim como fiz contigo. Espero que também compreendas que, com o tempo, não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.
E quando as minhas pernas falharem, por estarem tão cansadas, e eu já não me conseguir equilibrar, com ternura, dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar, com as tuas perninhas tão frágeis.
E se algum dia me ouvires dizer que não quero viver mais, não te aborreças comigo. Um dia entenderás que isto não tem a ver com teu carinho ou com o quanto te amo. Compreende que é difícil ver a vida a abandonar aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho vigor para correr ao teu lado ou para te agarrar nos meus braços, como antes.
Sempre quis o melhor para ti e sempre me esforcei para que teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido. E, até quando me for, construirei para ti outra rota noutro tempo, mas estarei sempre contigo, zelando por ti.
Não te sintas triste ou impotente por me ver assim. Não me olhes com pena. Dá-me apenas o teu coração, compreende-me e apoia-me como o fiz quando começaste a viver. Isso dar-me-á força e coragem.
Da mesma maneira que te acompanhei no início da tua jornada, peço-te que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com amor e paciência, e eu devolver-te-ei sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti.

Atenciosamente, O teu velho.

sexta-feira, 8 de março de 2013

First,

Learn how to make yourself happy.






(with he, with she, with they, with the sun and with other little things. ) 

terça-feira, 5 de março de 2013

Um homem precisa de viajar.

"Um homem precisa de viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa de viajar por si, pelos seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sobre o próprio tecto. Um homem precisa de viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."

Amyr Klink, in Mar sem fim.

domingo, 6 de janeiro de 2013

2012 | 2013

Um ano não é assim tanto tempo. Mas pode ser cheio de concretizações. O meu 2012 revelou-se assim. Aprendi que não vou ter tempo para tudo, mas que nada pode ficar por fazer. Amei com mais força, soube o que era crescer a dois. Batalhei com mais intensidade, fiz o que sonhava fazer. Argumentei. Venci muitas vezes. Soube o que era enviar 20 CV's num só dia, e não obter nenhuma resposta. Odiei com cada vez mais força quem ignora simples pedidos de aspirantes a pseudo-jornalistas. Mas sorri muito quando concretizei o meu primeiro projecto jornalístico Só meu. E deixei cair lágrimas de felicidade enquanto tornava sonhos realidade. Fui uma super-mulher naquelas semanas de Junho. Fiz A viagem da minha vida, com O amor da minha vida. Dormi (muito) pouco. Cansei-me. Arrastei-me muitas vezes. Soube o que era adormecer num banco de jardim em Berlim, numa relva verdejante em Postdam, num memorial de judeus. Dormi duas noites inteiras num comboio. Escrevi, fotografei, re-escrevi, apontei, editei, legendei. Fiz tudo, à minha maneira, à minha responsabilidade. Agradeci aos que me ajudaram, aos que leram e divulgaram. Meses depois ainda descubro que tenho leitores assíduos que não conheço e que despertei vontades de viajar em muita gente (e não, não estou a exagerar). Paguei a minha primeira viagem por completo. Passei os meus primeiros recibos-verdes, passei a gerir o dinheiro que ganhava fruto do meu trabalho. Aprendi que sei fazer mais do que jornalismo e que trabalhar (no meu) callcenter pode não ser assim tão mau. Falei rouca ao telefone. Fiquei quatro dias em casa sem voz. Tomei mais vezes conta da minha garganta. Fui insultada, comparada com robots, desligaram-me mais de mil vezes o telefone na cara, soube dar a volta a muita gente. Recebi prémios nos meses em que me aplicava mais a sério, e em que tinha sorte. Descobri que o meu apelido é ainda mais vulgar do que eu achava. Criei algumas empatias com as pessoas com quem falava. Espicacei os mais mal-educados, chamei-lhes "burros" com muita força, enquanto metia o telefone virtual no "mute". Senti-me um bocadinho melhor com isso. Percebi que um primeiro trabalho nunca vai ser um trabalho de uma vida. Mas senti-me, muitas vezes, privilegiada por ter um emprego, principalmente tão cheio de facilidades. Fiz colegas de trabalho, e passei a gostar da maioria deles. E ajudei outros tantos a arranjar trabalho. Alguns dos meus amigos de faculdade passaram a ser meus colegas de trabalho, o que me faz atenuar as saudades, mas que me deixa demasiado assustada. Despedi-me de muita gente, vi muitos partirem. Comecei a ponderar se será aqui o meu lugar. Desejei muitas vezes que tudo fosse mais fácil. Chorei com intensidade. Quis voltar aos bancos do Xiri, às salas de aula da Lusófona, às quartas-feiras trajada. Re-li, muitas vezes, a fita de finalista que o meu pai me escreveu. Chorei de cada vez que o fiz. Continuei a emprestar apontamentos e a marcar jantares, saídas e cafés com todos. Não tantos quanto queria. O meu traje deixou de me servir. Soube o que era fazer um ano de namoro. Jantei ainda mais vezes fora. Acordei mais vezes acompanhada. Aprendi a gostar de conchinhas durante a noite e a partilhar camas pequeninas. Dei beijinhos de boa-noite e de bom-dia. Passeei muito, fotografei ainda mais. Usei mais vezes o meu tripé (e o dos outros). Ensinei a fotografar, ofereceram-me uma maquina analógica. Tive mais paciência, mas continuei a ser muito rabugenta. Fiz mais ronhas e fui mais vezes preguiçosa. Jantei menos vezes com a minha família mas aprendi a dar mais valor a esses momentos juntos. Discutimos mais, mas fiz-me perceber mais. Senti mais saudades. Soube que ia ser madrinha. Ajudei a ver uma casa, vi nascer o filho de um casal amigo. Faltei a um casamento. Acampei uma semana, onde servi como uma caminheira crescida. Senti muito orgulho disso. Passei o meu aniversário no acampamento nacional. Recriminei muita coisa que, para mim, estava mal. Sobrevivi a cinco almoços de sandes de panado. Mais de sandes do que de panado. Respondi a mensagens de aniversário uma semana depois. Voltei a perceber que há pessoas que são de sempre e para sempre, mas percebi que há muitas palavras que não passam disso. Conjuguei imensos horários, imensas vidas, imensos trabalhos. Bebi mais café. Passei a coleccionar pacotes de açúcar, de forma organizada. Não cheguei ao objectivo dos mil até ao final do ano. Passei no código e na condução. Recebi a minha guia no dia da criança e tive que a validar duas vezes. Conduzi carros que não são meus. Fiz as seis cadeiras obrigatórias para o primeiro ano de mestrado e entreguei o meu projecto de teses. Engoli muitos sapos, mas devo ter desiludido mais vezes. Disse sempre o que pensava, mesmo que não gostassem de ouvir a minha opinião. Bati demasiadas vezes o pé. Disse muita coisa de forma incorrecta, fui muitas vezes mal interpretada. Fui a melhor Baguera que sei ser. Meti em causa muitas coisas que dava como adquiridas para o resto da minha vida. Soube ser racional. Faltou-me muitas vezes a ponderação. Abracei mais vezes e pedi mais vezes para não me deixarem. Tive demasiadas vezes medo de perder, agarrei-me com mais força. E porque o ano novo ainda pode ser tudo o que quisermos que ele seja, que os meus 12 desejos em formas de gomas com ursinhos sejam repletos de tanta ou mais felicidade.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Baguera.

"Mas nós já tínhamos uma..e era menina."
"Agora é um menino..podem ser namorados?"

É mais ou menos isso.  

terça-feira, 11 de setembro de 2012

The Burning House.


Amy, 25, London.


Elcin, 30, Istanbul.


Claire, 30, Los Angeles.


Brook, 21, Winona Lake.


Lawewnce, 37, London.


Silka, 19, Canada. 



"If your house was burning, what would you take with you?",  

11.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

"Aprende a olhar por ti.

A verdade é que os homens que são criados em país civilizado não têm preparação nenhuma para enfrentar a vida do sertão, do mato ou da selva. Em consequência disso, quando se instalam num país selvagem, sentem-se durante muito tempo perfeitamente desorientados e passam muitas privações e incómodos que evitariam, se tivessem aprendido na mocidade a olhar por si no campo. Não passam de «patas-tenras».
Nunca precisavam de acender uma fogueira ou de cozinhar para si próprios - porque tiveram sempre quem lhes fizesse estas coisas. Em casa, quando queriam água, bastava-lhes abrir a torneira - de modo que não tinham a mínima ideia do modo de descobrir água num lugar deserto, quer examinando a erva, ou o mato, quer escavando a areia até descobrirem vestígios de humidade. Se se perdessem no caminho ou não soubessem as horas bastava-lhes perguntar a outrem. Dispuseram sempre de casas para se abrigarem e de camas para dormirem. Nunca lhes fora necessário fazê-las para si nem fabricar ou consertar o calçado ou vestuário.
Eis a razão porque «pata-tenra» leva muitas vezes vida dura num acampamento. Mas a vida do campo para o escuteiro que a pratica é coisa bem simples. Conhece mil maneiras de conseguir rodear-se de comodidades e, quando regressa à vida civilizada, aprecia-a ainda mais em vista do contraste."

Baden-Powell.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

...de frases!

"Unless someone like you cares a whole awful lot, nothing is going to get better. 
It's not."

Dr. Seuss, The Lorax.


domingo, 27 de maio de 2012

"Queres ser o marido da outra?" ♥




"Mas os maridos das outras não,
Porque os maridos das outras são,
O arquétipo da perfeição,
O pináculo da criação."



quinta-feira, 24 de maio de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

Escuteiros e acampamentos para o resto da vida.


"Creio que o dia mais importante da minha vida foi um sábado de Maio de 1977 em que entrei para os escuteiros. Eu tinha oito anos. Essa decisão iria espoletar a sede dos espaços abertos, que por sua vez iria provocar a curiosidade de ver o que estava do lado de lá desses espaços abertos - que é a razão de cada viagem. Mas não descobri logo nesse sábado que adorava viajar. Foi alguns fins-de-semana depois, quando se marcou um acampamento para a nossa faixa etária, os lobitos.
(...) Acampámos no adro de uma capela no tecido urbano. Nessa noite, cantámos e representámos histórias escutistas à volta da fogueira. Tínhamos todos entre oito e onze anos, excepto os dois chefes que nos acompanhavam e que deviam ter à volta de dezoito. Era a noite mais intensa da minha vida.
(...) Regressámos a casa dois dias depois. Não sabia como dizer aos meus pais, mas quando se toca o fim do mundo pela primeira vez nasce algo de novo em nós. Disse-lhes que tinha tomado uma decisão, que não queria mais estudar, só queria escuteiros e acampamentos para o resto da vida. Queria viajar. Nessa noite histórica fui mandado para a cama sem sobremesa (...). Trinta anos depois, quem diria, a minha actividade económica principal mantém-se coerente com a decisão tomada na noite em que regressei do fim do mundo (...)".

Gonçalo Cadilhe in Encontros Marcados.

sexta-feira, 16 de março de 2012

E se eu conseguisse...

...aliar quatro paixões nas três primeiras semanas de Junho?








(era a Super-Mulher...
...ou, pelo menos, iria sentir-me como tal.)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Reportagem: "(Re) Começo de uma vida"

Numa sala ampla, cheia de cor e de brinquedos, três crianças divertem-se sozinhas, sem precisarem, estranhamente, de ninguém que brinque com elas. Um rapaz, visivelmente mais velho, toca conhecidas melodias numa flauta, enquanto “toma conta” dos irmãos e primos, como habitualmente se tratam uns aos outros. Quando uma das voluntárias do Centro entrou na sala, depressa um sorriso sincero se esboçou em cada um daqueles rostos, como se aquela figura fosse uma das mais familiares que têm.






“André”, “Manuel” e “Paulo”, vamos chamar-lhes assim, são três das 33 crianças que o Centro de Emergência Social, situado em Alverca, acolhe, actualmente. Crescem na instituição desde que foram sinalizadas pela Comissão de Crianças e Jovens em Risco e esperam, agora, um futuro melhor, tal como todas as outras que, naquele dia e àquela hora, não estavam presentes por se encontrarem em actividades. Encontram ali um tecto, um colo, uma protecção e muito afecto, de toda a equipa técnica da instituição.

Em funcionamento desde 1995, o Centro de Emergência Social ou CES, como é vulgarmente denominado, faz parte da Fundação CEBI e destina-se a acolher, de forma temporária, crianças e jovens, até aos 12 anos, que se encontrem em situação de risco, face à qual é necessária uma intervenção.

Sinalizadas pelos Tribunais de Família e Menores, pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, pelo Instituto de Solidariedade e Segurança Social e até mesmo por Hospitais, as crianças chegam ao Centro de Acolhimento, sobretudo, por situações de negligência, de maus tratos físicos e psicológicos e, algumas delas, vítimas de abuso sexual. Na sequência do acolhimento é elaborado um plano de vida para cada criança, que defenda os seus interesses e que tenha uma actuação transversal, de forma a existir uma intervenção multidisciplinar de apoio e compreensão mas também, um processo de recuperação e reabilitação das crianças e das suas famílias. O objectivo principal deste acolhimento temporário é a reintegração das crianças nas suas famílias de origem, depois de resolvidos os problemas do domínio psicológico, social e educativo. Sempre que este reintegração não é viável, a criança é encaminhada para os projectos de adopção, mas esta opção só é tomada em casos extremos.

A Dra. Olga Fonseca, directora do CES, explica que as grandes dificuldades com que o Centro se tem debatido, especialmente no domínio financeiro não permitem ter uma “equipa de apoio maior e com mais tempo para as crianças”. Apesar disso, ao longo da existência da instituição, sempre foi assegurado que as crianças que estão em sua guarda tenham todos os cuidados que necessitam.

O projecto de voluntariado, ligado a qualquer tipo de instituições como esta, ganha grande relevância no Centro de Emergência Social pois, segundo a própria directora, “é muito bem vindo porque é uma mais valia muito grande para o funcionamento da casa e, consequentemente, para as próprias crianças”. Cada voluntário acaba por ser, para todas as crianças, um dos bens mais preciosos, que acompanha o seu desenvolvimento, sorrindo e chorando com eles e pelos mesmos motivos que eles. A ajuda prestada, de forma gratuita, o que ainda torna o seu trabalho mais estimável, muitas vezes, não passa de uma simples tarde de brincadeira estando, por isso, qualquer um, em posição para o fazer. É uma experiência recompensadora, todos garantem, pois, em poucas horas, dão àquelas crianças tudo o que estas antes não tiveram. Não há um regime de selecção rigoroso e, geralmente, os candidatos a voluntários inscrevem-se de forma a sentirem-se activos na sociedade, contribuindo, com simples gestos, para um mundo melhor.

Actualmente, esta realidade atravessa todas as sociedades, fruto da conjuntura económico-social que vivemos. É cada vez mais comum os maus tratos a crianças, sendo que, 60% dos casos de abuso prendem-se com situações de negligência e de abandono. Os principais factores que levam ao aumento do número de registos de crianças em risco prendem-se com a gravidez precoce, com os baixos rendimentos salariais e com o desemprego. Esta triste verdade atravessa, nos dias de hoje, todas as linhas de etnias e de classes, não deixando ninguém indiferente.

Ao invés de sobreviverem a uma infância sem carinho, “André”, “Manuel” e “Paulo”, e todas as outras crianças, encontraram, nesta instituição, uma janela diferente que lhes permitirá recomeçar a sua vida, com ajuda e o apoio de pessoas que se apaixonam por eles, com um simples primeiro olhar.


domingo, 8 de janeiro de 2012

If you leave,

I will bring back color to your dreams.



Because I'll be here, always here, just by your side. I promise.
(And told you to type it.)