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sábado, 26 de julho de 2014

(Voltar a) BRINDAR!


"Vamos voltar a coleccionar amigos. NÓS! 
Parem os atarefados com o menos importante, os que precisam de megafone para serem ouvidos, e os que no relógio têm tudo menos tempo.

Vamos servir saudades-à-portuguesa e celebrar a vontade de rir sem motivo, os abraços-de-ferro, o barulho e o silêncio convivido. VAMOS BRINDAR aos amigos de sempre mas também aos que fazemos pelo mundo, e que os melhores amigos sejam de uma vida ou de um mágico segundo".




[Mais uma mesa-meio-recheada, mais umas boas gargalhadas, mais um remendo no meio-tempo, no meio-silêncio, nas meias-ausências.

Mais uma meia-certeza, uma meia-promessa. Mais um texto que esperou pelo momento certo, pelo jantar certo, pelas pessoas certas.]



terça-feira, 15 de abril de 2014

domingo, 6 de janeiro de 2013

2012 | 2013

Um ano não é assim tanto tempo. Mas pode ser cheio de concretizações. O meu 2012 revelou-se assim. Aprendi que não vou ter tempo para tudo, mas que nada pode ficar por fazer. Amei com mais força, soube o que era crescer a dois. Batalhei com mais intensidade, fiz o que sonhava fazer. Argumentei. Venci muitas vezes. Soube o que era enviar 20 CV's num só dia, e não obter nenhuma resposta. Odiei com cada vez mais força quem ignora simples pedidos de aspirantes a pseudo-jornalistas. Mas sorri muito quando concretizei o meu primeiro projecto jornalístico Só meu. E deixei cair lágrimas de felicidade enquanto tornava sonhos realidade. Fui uma super-mulher naquelas semanas de Junho. Fiz A viagem da minha vida, com O amor da minha vida. Dormi (muito) pouco. Cansei-me. Arrastei-me muitas vezes. Soube o que era adormecer num banco de jardim em Berlim, numa relva verdejante em Postdam, num memorial de judeus. Dormi duas noites inteiras num comboio. Escrevi, fotografei, re-escrevi, apontei, editei, legendei. Fiz tudo, à minha maneira, à minha responsabilidade. Agradeci aos que me ajudaram, aos que leram e divulgaram. Meses depois ainda descubro que tenho leitores assíduos que não conheço e que despertei vontades de viajar em muita gente (e não, não estou a exagerar). Paguei a minha primeira viagem por completo. Passei os meus primeiros recibos-verdes, passei a gerir o dinheiro que ganhava fruto do meu trabalho. Aprendi que sei fazer mais do que jornalismo e que trabalhar (no meu) callcenter pode não ser assim tão mau. Falei rouca ao telefone. Fiquei quatro dias em casa sem voz. Tomei mais vezes conta da minha garganta. Fui insultada, comparada com robots, desligaram-me mais de mil vezes o telefone na cara, soube dar a volta a muita gente. Recebi prémios nos meses em que me aplicava mais a sério, e em que tinha sorte. Descobri que o meu apelido é ainda mais vulgar do que eu achava. Criei algumas empatias com as pessoas com quem falava. Espicacei os mais mal-educados, chamei-lhes "burros" com muita força, enquanto metia o telefone virtual no "mute". Senti-me um bocadinho melhor com isso. Percebi que um primeiro trabalho nunca vai ser um trabalho de uma vida. Mas senti-me, muitas vezes, privilegiada por ter um emprego, principalmente tão cheio de facilidades. Fiz colegas de trabalho, e passei a gostar da maioria deles. E ajudei outros tantos a arranjar trabalho. Alguns dos meus amigos de faculdade passaram a ser meus colegas de trabalho, o que me faz atenuar as saudades, mas que me deixa demasiado assustada. Despedi-me de muita gente, vi muitos partirem. Comecei a ponderar se será aqui o meu lugar. Desejei muitas vezes que tudo fosse mais fácil. Chorei com intensidade. Quis voltar aos bancos do Xiri, às salas de aula da Lusófona, às quartas-feiras trajada. Re-li, muitas vezes, a fita de finalista que o meu pai me escreveu. Chorei de cada vez que o fiz. Continuei a emprestar apontamentos e a marcar jantares, saídas e cafés com todos. Não tantos quanto queria. O meu traje deixou de me servir. Soube o que era fazer um ano de namoro. Jantei ainda mais vezes fora. Acordei mais vezes acompanhada. Aprendi a gostar de conchinhas durante a noite e a partilhar camas pequeninas. Dei beijinhos de boa-noite e de bom-dia. Passeei muito, fotografei ainda mais. Usei mais vezes o meu tripé (e o dos outros). Ensinei a fotografar, ofereceram-me uma maquina analógica. Tive mais paciência, mas continuei a ser muito rabugenta. Fiz mais ronhas e fui mais vezes preguiçosa. Jantei menos vezes com a minha família mas aprendi a dar mais valor a esses momentos juntos. Discutimos mais, mas fiz-me perceber mais. Senti mais saudades. Soube que ia ser madrinha. Ajudei a ver uma casa, vi nascer o filho de um casal amigo. Faltei a um casamento. Acampei uma semana, onde servi como uma caminheira crescida. Senti muito orgulho disso. Passei o meu aniversário no acampamento nacional. Recriminei muita coisa que, para mim, estava mal. Sobrevivi a cinco almoços de sandes de panado. Mais de sandes do que de panado. Respondi a mensagens de aniversário uma semana depois. Voltei a perceber que há pessoas que são de sempre e para sempre, mas percebi que há muitas palavras que não passam disso. Conjuguei imensos horários, imensas vidas, imensos trabalhos. Bebi mais café. Passei a coleccionar pacotes de açúcar, de forma organizada. Não cheguei ao objectivo dos mil até ao final do ano. Passei no código e na condução. Recebi a minha guia no dia da criança e tive que a validar duas vezes. Conduzi carros que não são meus. Fiz as seis cadeiras obrigatórias para o primeiro ano de mestrado e entreguei o meu projecto de teses. Engoli muitos sapos, mas devo ter desiludido mais vezes. Disse sempre o que pensava, mesmo que não gostassem de ouvir a minha opinião. Bati demasiadas vezes o pé. Disse muita coisa de forma incorrecta, fui muitas vezes mal interpretada. Fui a melhor Baguera que sei ser. Meti em causa muitas coisas que dava como adquiridas para o resto da minha vida. Soube ser racional. Faltou-me muitas vezes a ponderação. Abracei mais vezes e pedi mais vezes para não me deixarem. Tive demasiadas vezes medo de perder, agarrei-me com mais força. E porque o ano novo ainda pode ser tudo o que quisermos que ele seja, que os meus 12 desejos em formas de gomas com ursinhos sejam repletos de tanta ou mais felicidade.

quarta-feira, 14 de março de 2012

SaraCabral | Clique

"Olho em redor, aprecio e facilmente clico. Uma, duas, três vezes. E repito de cada vez que quero eternizar aquele bocadinho para sempre. Revejo tudo no ecrã pequenino da máquina ou no computador. Uma, duas, três vezes. Demoro mais tempo nas que elejo automaticamente como preferidas e obrigo-me aos pormenores das que me parecem perfeitas. Edito, corto, recorto, utilizo filtros e mexo nas cores. Uma, duas, três vezes. Até me parecer que não caí em exageros. Guardo originais e cópias, editadas e cortadas. Encho CDS, pen’s e discos externos. Vejo-me obrigada a imprimir as melhores. E quero ingenuamente mostrá-las ao mundo."

[..actualizei o meu CV e vim ter aqui.]

quinta-feira, 8 de março de 2012

Reportagem: "(Re) Começo de uma vida"

Numa sala ampla, cheia de cor e de brinquedos, três crianças divertem-se sozinhas, sem precisarem, estranhamente, de ninguém que brinque com elas. Um rapaz, visivelmente mais velho, toca conhecidas melodias numa flauta, enquanto “toma conta” dos irmãos e primos, como habitualmente se tratam uns aos outros. Quando uma das voluntárias do Centro entrou na sala, depressa um sorriso sincero se esboçou em cada um daqueles rostos, como se aquela figura fosse uma das mais familiares que têm.






“André”, “Manuel” e “Paulo”, vamos chamar-lhes assim, são três das 33 crianças que o Centro de Emergência Social, situado em Alverca, acolhe, actualmente. Crescem na instituição desde que foram sinalizadas pela Comissão de Crianças e Jovens em Risco e esperam, agora, um futuro melhor, tal como todas as outras que, naquele dia e àquela hora, não estavam presentes por se encontrarem em actividades. Encontram ali um tecto, um colo, uma protecção e muito afecto, de toda a equipa técnica da instituição.

Em funcionamento desde 1995, o Centro de Emergência Social ou CES, como é vulgarmente denominado, faz parte da Fundação CEBI e destina-se a acolher, de forma temporária, crianças e jovens, até aos 12 anos, que se encontrem em situação de risco, face à qual é necessária uma intervenção.

Sinalizadas pelos Tribunais de Família e Menores, pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, pelo Instituto de Solidariedade e Segurança Social e até mesmo por Hospitais, as crianças chegam ao Centro de Acolhimento, sobretudo, por situações de negligência, de maus tratos físicos e psicológicos e, algumas delas, vítimas de abuso sexual. Na sequência do acolhimento é elaborado um plano de vida para cada criança, que defenda os seus interesses e que tenha uma actuação transversal, de forma a existir uma intervenção multidisciplinar de apoio e compreensão mas também, um processo de recuperação e reabilitação das crianças e das suas famílias. O objectivo principal deste acolhimento temporário é a reintegração das crianças nas suas famílias de origem, depois de resolvidos os problemas do domínio psicológico, social e educativo. Sempre que este reintegração não é viável, a criança é encaminhada para os projectos de adopção, mas esta opção só é tomada em casos extremos.

A Dra. Olga Fonseca, directora do CES, explica que as grandes dificuldades com que o Centro se tem debatido, especialmente no domínio financeiro não permitem ter uma “equipa de apoio maior e com mais tempo para as crianças”. Apesar disso, ao longo da existência da instituição, sempre foi assegurado que as crianças que estão em sua guarda tenham todos os cuidados que necessitam.

O projecto de voluntariado, ligado a qualquer tipo de instituições como esta, ganha grande relevância no Centro de Emergência Social pois, segundo a própria directora, “é muito bem vindo porque é uma mais valia muito grande para o funcionamento da casa e, consequentemente, para as próprias crianças”. Cada voluntário acaba por ser, para todas as crianças, um dos bens mais preciosos, que acompanha o seu desenvolvimento, sorrindo e chorando com eles e pelos mesmos motivos que eles. A ajuda prestada, de forma gratuita, o que ainda torna o seu trabalho mais estimável, muitas vezes, não passa de uma simples tarde de brincadeira estando, por isso, qualquer um, em posição para o fazer. É uma experiência recompensadora, todos garantem, pois, em poucas horas, dão àquelas crianças tudo o que estas antes não tiveram. Não há um regime de selecção rigoroso e, geralmente, os candidatos a voluntários inscrevem-se de forma a sentirem-se activos na sociedade, contribuindo, com simples gestos, para um mundo melhor.

Actualmente, esta realidade atravessa todas as sociedades, fruto da conjuntura económico-social que vivemos. É cada vez mais comum os maus tratos a crianças, sendo que, 60% dos casos de abuso prendem-se com situações de negligência e de abandono. Os principais factores que levam ao aumento do número de registos de crianças em risco prendem-se com a gravidez precoce, com os baixos rendimentos salariais e com o desemprego. Esta triste verdade atravessa, nos dias de hoje, todas as linhas de etnias e de classes, não deixando ninguém indiferente.

Ao invés de sobreviverem a uma infância sem carinho, “André”, “Manuel” e “Paulo”, e todas as outras crianças, encontraram, nesta instituição, uma janela diferente que lhes permitirá recomeçar a sua vida, com ajuda e o apoio de pessoas que se apaixonam por eles, com um simples primeiro olhar.


sábado, 24 de setembro de 2011

Na última noite...

..voltei a trajar. Mas desta vez, pela primeira vez, só levei a minha capa. Cheia de dobras, emblemas, de rasgões..cheia de histórias, cheia de vida.
Instaura-se, então, um vazio. Os calções que vestia não tapavam o frio, o colar que não trazia ao pescoço não servia de suporte à colherzinha que o meu afilhado me ofereceu. Os sapatinhos que levava não faziam tantas dores. Parte de mim estava ali..a outra parte ficou parada em jantares e outras tantas coisas de anos anteriores.

Depois acreditei que ainda faço parte, talvez com a mesma força com que fazia antes. Não fosse isso, não tinha voltado a baptizar capas, não tinha acrescentado rasgões e nós a capas mais novinhas que a minha, não tinha abraçado com a mesma força, nem tão pouco tinha ouvido aquela que, ainda hoje, é a minha música.
E depois de me convencer disto..a outra parte permanecia "parada em jantares e outras tantas coisas de anos anteriores", sentindo a falta daqueles que, ao contrário de mim, não tiveram a sorte de conseguir fazer, literalmente, parte.




(E para a nova caloirinha Pina..atenção que "Pina" já era a outra. E isso, espero, não muda assim tão facilmente. É que..mesmo que me sinta algo incompleta, quero continuar a usar a minha capa.)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Cartas" a um grande Jornalista.

"As perspectivas que tenho não são, de todo, animadoras. Muito pelo contrário. Ainda não tinha terminado as entregas finais e as frequências e já estava a começar um estágio na Rádio Renascença. Consegui-lo foi fácil...quando aqui cheguei percebi logo porquê! Na mesma altura que eu entraram mais três estagiárias, pelo que, percebi automáticamente que nesta redacção "vive-se disto". Sei que vou chegar ao final dos três meses de estágio curricular e vou para casa mas, ainda assim, não vou deixar de dar o meu melhor.

O estágio é, dentro dos possíveis, minimamente acompanhado por diversos jornalistas, pelo que, neste primeiro mês, faço um balanço positivo. Comparando com o estágio anterior que fiz, neste, tenho mais gente à minha volta, a corrigir-me notícias e a dar-me trabalho para fazer. E sim, estou a aprender imenso...mas também, se assim não fosse, "isto" não iria servir para nada!

Ainda assim, o dia 20 de Setembro (dia em que termino) está a aproximar-se a passos largos. A meu ver, largos demais. O futuro revela-se incerto e com as incertezas vêm os receios. Quando esse dia chegar, serei mais um projecto de jornalista em casa, sem trabalho e sem perspectivas. Certamente procurarei mais um estágio e certamente, dentro de mais três meses, vou acabar na mesma situação...mas, para já, não vejo novas opções senão aumentar o meu curriculo."


Obrigada Pedro Coelho, é bom ter alguém que perceba as nossas frustações.
Foi um prazer ter colaborado na elaboração da sua tese.




domingo, 19 de junho de 2011

"Se"


Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.

Sophia de Mello Breyner Andresen 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Grandes Reportagens... (again?!)

23:30h: Esquece que tens uma frequência amanhã e começa, só mesmo porque tem que ser;
23:56h: Já mudei o titulo, UAU!;
00:02h: Deves andar com muita falta de inspiração...;
00:50h: Já está a fluir, parece-me bem;
01:56h: 'Bora lá distrair-me no Facebook;
02:04h: Crise existencial: "Onde é que meto a história brutal do miúdo se já ultrapassei o número de caracteres?!";
02:36h: Já tenho espaço para a história do miúdo;
03:00h: Sono, muito sono;
03:05h: É só reler tudo e deve estar pronta...;
03:15h: Reler?! A reportagem já está...agora, e a frequência?!;
03:22h: Ler apontamentos;
03:40h: Desliga lá o computador e vai estudar a sério.

[Quando for grande quero ser um bocadinho mais organizada, gerir melhor o meu tempo e não me esquecer tanto das coisas. Também preferia saber trabalhar sem pressão, se não for pedir muito. Obrigada!]

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Parece que combinaram...

...e hoje chegaram as fitas dos Homens da minha vida! E de lágrimas nos olhos, deixo aqui um obrigada. ♥

"Se uma lágrima te cair...


...ao ver chegar o fim,
toma cuidado, muito cuidado,
que a saudade começa aqui."

domingo, 1 de maio de 2011

Começam a chegar as "palavras registadas no cetim"...

"(...) hoje já a re-li umas duas ou três vezes e as sensações continuam a ser iguais à primeira vez.
(...) Obrigada, por tudo, especialmente pela presença eterna. "

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

E a outra teve que te responder à letra.

É certo que não precisava que me dissesses, nem tão pouco que o escrevesses..eu sabia bem que era, siiim! Até porque não é só aqui que se consegue ler nas entrelinhas.
E ao que escreveste, só tenho a acrescentar que quando um dia me disseste "depois não vais ter tempo" nunca consegui assumir isso como uma verdade absoluta. Na verdade, ainda hoje não assumo, nem tão pouco quero assumir. Mas, aos poucos e poucos, questiono-me sobre o mesmo e, à medida que o tempo me vai fugindo, pergunto-me até quando continuará a fazê-lo.
Se a vida já me ensinou a dar cambalhotas com o tempo, também já me mostrou que o reverso mais chato da moeda pode vir a ser definitivo. E o susto, esse, é tão recíproco.
Quando um dia me sentir no direito de te pedir tudo e mais alguma coisa, podes ter a certeza que vou fazê-lo. E aí, os ligeiros apertos vão desaparecer.

[e está certo, isto é mesmo um desabafo.]

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Sou finalista, sou a maior"

E apesar do orgulho que me dá pensá-lo, senti-lo e vivê-lo..assusta-me o quanto isto continua a correr depressa. E o quanto "vivemos tanto em tão pouco" e o quanto tenho mais a certeza de que há, de facto, muitos "males que vêm por bem".
E vale mesmo a pena pensar nisso porque, pode até não ser para sempre mas, por agora, tenho cada vez mais a certeza de que é real.


[e olha, parece impossivel, mas já só falta um.]

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Odeio entregas finais.

[ou melhor, odeio a vida que levo na altura das entregas finais.]
E odeio o quanto a expressão "avaliação continua" faz cada vez menos sentido.

Grandes Reportagens...

21:30h- Três parágrafos;
22:30h- Mais informações;
23:45h- Do quarto para a sala;
00:10h- “Mas queres trocar as tuas quatro folhas pelos meus três parágrafos?”;
00:15h- “Sara, a que horas começa o ‘5 para a meia-noite?’”;
01:22h- (re-) Inicio [or not!];
02:00h- “Já tenho seis páginas..daqui bocado já me apanhas”;
04:00h- Ainda mal cheguei às cinco e a minha sala faz barulhos estranhos;
04:07h- Nobody with me;
05:13h- Pai diz: “Ainda aqui a esta hora?”;
06:10h- Pai levanta-se;
06:21h- Eu termino;
06:30h- Bed, sweet bed.

[toda uma boa noite, sem dúvida.]

domingo, 19 de dezembro de 2010

É muita coisa.

E acho que nunca abracei tanto e com tanta força num tão pequenino espaço de tempo.
[e sim, todos os fins de semana deviam ser tão perfeitos quanto este! Obrigada.]

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

(...)


...Uma noite sonhamos até ser dia!
[Hoje é a noite.]


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Não lhe fales, mas não lhe fales mesmo!

Um dia vais achar que és muito crescido para fazeres certas coisas, vais ligar mais vezes a televisão e sentar-te muitas vezes no sofá lá de casa. Nesse dia o mais provável é deixares de dizer "um dia" porque começas-te a levar a vida demasiado a sério.
Vais deixar de mimar tanto os amigos porque a família passará a ter mais importância. Vais deixar de dar beijinhos na testa e de abraçar quem merece. Vais deixar de esboçar sorrisos quando recebes mensagens no telemóvel e não vais certamente usar óculos escuros nos transportes públicos. Um dia vais achar que as MMS's são uma tecnologia muito avançada e vais deixar de gravar tudo e mais alguma coisa. Vais parar de te trancar com as tuas amigas na casa de banho, vais fazer rasgões de capa com tesouras porque "se é para rasgar, é para rasgar" e vais achar que essa coisa da vida académica é só para boémios. Vais achar que dizer "Oh meu amore" a chorar não tem assim tanta piada. Vais viver muito menos intensamente e sem contar minutos para o fim de nada.
Um dia vais ter uma rotina, vais-te esquecer mais facilmente das coisas e a agenda e os post-it vão ser os teus melhores amigos. Vais achar que não tens idade para sair à noite e que oito horas de sono é o mínimo que tens que dormir. Um dia não vais fazer directas a dançar nem vais compreender o verdadeiro significado de um "Shot". Vais deixar de ir a festas de bar aberto e não vais compreender o verdadeiro sentido de "ficar tontinha". Vais ser mais responsável e não conduzir bêbado, nem comer dentro do carro, nem tão pouco fazer voar asas de frango pela janela fora.
Um dia vais confiar e desabafar menos porque vais achar que ninguém te vai compreender. Vais deixar de dar a mão por baixo de capas traçadas. Vais achar que ter duas capas em casa não é, de todo, normal e que ver Quim Barreiros na primeira fila é um escândalo. Vais achar que ter vídeos no Youtube é uma invasão de privacidade e não vais aceitar que publiquem isso no teu Facebook. Um dia vais achar que "para sempre" é muito tempo, vais deixar de te vestir em casa dos outros e não vais querer que te façam festinhas quando mais precisas.
Um dia vais achar que ficar horas na faculdade só a conviver não faz sentido. Vais deixar de beijar em público. Vais achar que não podes, que não deves e que tens menos vergonha. Vais estar mais atento a boatos mas não vais querer falar sobre eles. Vais deixar de chorar pelas noites dentro e vais ter mais medo.
Um dia vais deixar de passar horas no quarto, na rua ou à porta de casa a conversar. Vais achar que ser feliz é mais do que caminhar de mãos dadas na rua. Vais achar que a cumplicidade não se vê só através de olhares e que o amor, afinal, "não é eterno". Um dia não vais ser parada na rua a perguntar se és gémea nem vais querer combinar cores para sair à noite. Vais perder a teimosia e vais conformar-te com o que os outros pensam mais depressa.
Um dia vais deixar de combinar cafézinhos, de pedir companhia e de saltar de agrupamento em agrupamento. Não vais ter sonhos escutistas nem acreditar que há uma certa perfeição na sede. Vais deixar de gostar de ver miúdos a correr pelos corredores e não vais compreender que "uma vez escuteiro, escuteiro para sempre". Vais achar que o sábado à tarde é para descansar, que acampar é desconfortável e não vais perceber o significado do verdadeiro sol da manhã e das estrelas brilhantes da noite. Vais achar que o teu irmão não é o Homem da tua vida e as birras com ele vão deixar de fazer todo o sentido.
Um dia vais vais achar que o mundo não vai nunca ficar melhor, vais tornar-te um Homem e ser menos feliz.


Já dizia o anuncio, e com razão. Quando esse dia chegar, não lhe fales. Mas não lhe fales mesmo!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"Eu gosto muito de si"

...E como contamos cada minuto para o fim, a intensidade de certas coisas toma rumos impressionantes. [mesmo sabendo que isso não nos faz, de todo, bem!]
Saber que valem cada pensamento repentino e precipitado é a razão da lágrima cair e de a saudade começar aqui.
Quando for grande quero mesmo continuar a estar presente por ai!