terça-feira, 29 de março de 2011

Goodbye.

I was never good at goodbyes..
..and just because of that is that after a kiss comes another and after that there is only one more.

[ É este o meu rescaldo. ;) ]

"My dream is to fly"


[Sim pai, tu prometeste que eu era a próxima. E não, não me vou esquecer. ]

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vi, e voltei a ver, e revi, e vi só mais uma vez..


..E limitei-me a sorrir (e a deixar cair uma lágrima) porque é simplesmente delicioso!
[E quando for grande posso fazer uma entrevista assim, posso?!]

segunda-feira, 21 de março de 2011

If life gives you lemons, make lemonade...

".. é assim que se criam aqueles laços que fazem nós e que mais tarde acabam por se revelar difíceis de desfazer".

domingo, 13 de março de 2011

"Guerra de Troia"


[Sim, foi por isto que abdiquei do meu Carnaval. E sim, voltava a fazê-lo. YEY!]

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quando for (bem) grande...



[Considerada a fotografia do ano por alguns media, foi publicada em diversas revistas e jornais mundiais. A família fotografada é americana e vive na cidade de Columbus, no estado de Ohio.]


...não me importava (de todo) de também ter uma família assim!
Especialmente se fossemos todos tão sorridentes.

terça-feira, 1 de março de 2011

Faz tanto sentido.

Caros escuteiros,

Se já vistes a peça Peter Pan, haveis de recordar-vos de como o chefe dos piratas estava sempre a fazer o seu discurso de despedida, porque receava que, quando lhe chegasse a hora de morrer, talvez não tivesse tempo para o fazer. Acontece-me coisa muito parecida e por isso, embora não esteja precisamente a morrer, morrerei qualquer dia e quero mandar-vos uma palavra de despedida.
Lembrai-vos de que é a última palavra que vos dirijo, por isso meditai-a.
Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz.
Crei que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do êxito de uma carreira, nem dos prazeres. Um passo para a felicidade é serdes saudáveis e fortes enquanto sois rapazes, para poderdes ser úteis e gozar a vida quando fordes homens.
O estudo da natureza mostrar-vos-à as coisas belas e maravilhosas de que Deus encheu o mundo para vosso deleite. Contentai-vos com o que tendes e tirai dele o maior proveito que puderdes. Vede sempre o lado melhor das coisas e não o pior.
Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem. Estai preparados desta maneira para viver e morrer felizes - apegai-vos sempre à vossa promessa escutista - mesmo depois de já não serdes rapazes e Deus vos ajude a proceder assim.

O Vosso Amigo,
B.P.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Era, não era?

E a outra teve que te responder à letra.

É certo que não precisava que me dissesses, nem tão pouco que o escrevesses..eu sabia bem que era, siiim! Até porque não é só aqui que se consegue ler nas entrelinhas.
E ao que escreveste, só tenho a acrescentar que quando um dia me disseste "depois não vais ter tempo" nunca consegui assumir isso como uma verdade absoluta. Na verdade, ainda hoje não assumo, nem tão pouco quero assumir. Mas, aos poucos e poucos, questiono-me sobre o mesmo e, à medida que o tempo me vai fugindo, pergunto-me até quando continuará a fazê-lo.
Se a vida já me ensinou a dar cambalhotas com o tempo, também já me mostrou que o reverso mais chato da moeda pode vir a ser definitivo. E o susto, esse, é tão recíproco.
Quando um dia me sentir no direito de te pedir tudo e mais alguma coisa, podes ter a certeza que vou fazê-lo. E aí, os ligeiros apertos vão desaparecer.

[e está certo, isto é mesmo um desabafo.]

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um homem, um ramo. E não era dia de S. Valentim.

"Numa manhã cinzenta desta semana vi um velhote com um ramo de cinco túlipas vermelhas na mão.
Foi na Praça de Londres, em Lisboa. Ele ia com o ramo empinado e nem a sua posição nem o seu rosto denotavam qualquer informação, daquelas que a repórter adormecida que existe em mim queria saber.
Um dia, quando eu já estiver demasiado antiquada para o trabalho de dirigir revistas, como voltar a essa nobre e livre profissão de repórter. Se esta cena se passasse nessa altura eu teria parado o carro e saltado para a rua. Um velhinho com flores na mão era a história garantida - daquelas que deviam estar nos nossos jornais e revistas todos os dias e não estão, por falta de tempo, por inércia, porque deixámos de nos importar com as coisas pequenas da vida. Fossem as túlipas para uma amante tardia ou para uma mulher precocemente falecida, ali havia história.
E eu sabia que ali havia mais do que uma história - havia uma história à qual eu poderia acrescentar alguma moral, como são todas as boas reportagens, espécies de fábulas que nos ajudam a explicar o mundo real com base em moralidade e pressupostos que todos conhecemos. Bastava-me referir e frisar que esta cena se passou fora do dia que amanhã se comemora em todo o mundo, o dos Namorados.
Aquele homem ia levar flores a alguém sem que a isso tivesse sido obrigado pelo calendário. Antecipou-se, até. A sua agenda era diferente da da economia e do comércio nacional.
A sua idade, a sua experiência, o facto de ser do tempo em que não havia Dia de São Valentim a leste do mundo anglo-saxónico que os filmes nos impuseram como matriz cultural, tudo isso e muito mais poderia estar na origem da sua decisão de comprar flores num dia qualquer. E isso dava-me um tão bom final para a minha história como me dá um bom argumento para esta crónica em que tenho de falar do Dia dos Namorados.
O romantismo de que estamos todos tão necessitados não pode vir de dias como este, marcados no calendário, importados por comerciantes famintos, ansiosos por reverterem a depressão pós-natalícia nuns lucros feitos num dia que vem mesmo a calhar no calendário contabilístico das suas empresas. Nesta época triste em que já nem podemos rejubilar com uma revolução como a que acontece no Egipto sem pensarmos, com realismo, nas suas consequências, nesta época triste, dizia, precisamos mais de seguir exemplos como o de um homem velho que resolve comprar cinco túlipas vermelhas do que o de milhares de namorados que escolhem as mesmas prendas, os mesmos postais com frases passadas a papel químico. E esta expressão faz-me pensar se não estarei mais perto do que supunha de ficar antiquada de mais para dirigir uma revista... Mas alguém ainda se lembra do que é papel químico?"

[Encontrei a história ideal para caracterizar o dia de hoje.]